O Governo Federal apresentou ao Congresso um projeto de lei que prevê a criação da Universidade Federal do Esporte, uma instituição pública voltada para formação e pesquisa no setor esportivo. O texto propõe um modelo de financiamento que inclui recursos de apostas esportivas de quota fixa, as chamadas bets, cuja arrecadação seria repassada pelo Ministério do Esporte.
A proposta busca integrar fontes variadas de receita, como verbas orçamentárias, convênios e serviços prestados pela própria universidade, constituindo um arranjo financeiro diferente do aplicado em outras instituições federais.

Objetivos e estrutura da nova universidade
O projeto apresenta a universidade como parte do legado da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, evento que será sediado no Brasil. Segundo o governo, a formação acadêmica voltada ao esporte é uma necessidade diante do cenário identificado no futebol feminino, considerado predominantemente amador. Apenas 19,2% das atletas possuem vínculo profissional, enquanto somente 1,2% têm contrato de formação.
O texto destaca ainda desigualdades estruturais no setor, como a predominância de homens em 45% dos postos de trabalho ligados ao futebol feminino e os relatos de discriminação sofridos por profissionais negros e indígenas. Esses dados são utilizados como justificativa para a criação de uma instituição voltada à profissionalização, qualificação e capacitação técnica em diversas áreas do esporte.
A previsão é que a universidade seja inaugurada em 2027, com sede em Brasília, iniciando suas atividades com cinco cursos de graduação e cinco de pós-graduação lato sensu. O plano de expansão prevê que, em até quatro anos, a oferta chegue a 11 graduações, com capacidade total para até 3 mil estudantes.





