Nesta terça-feira (24), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apresentou a carteira de projetos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), em cerimônia que ocorreu em Brasília. Conforme o documento, são estimados investimentos de R$ 41,7 bilhões em 890 obras espalhadas pelo país. Além de potencializar a economia, o movimento ainda promete oferecer mais de 180 mil empregos diretos.
Para justificar o alto valor investido, a carteira prevê a construção de 612 embarcações, 115 serviços de reparo e docagem, 141 modernizações, além da implantação de 6 estaleiros, 13 projetos portuários e 3 terminais de transbordo. A fim de remover todo o projeto do papel, a iniciativa envolverá 62 empresas e 32 estaleiros.
O montante será distribuído por todas as regiões do Brasil, sendo R$ 14,1 bilhões no Sul, R$ 11,9 bilhões no Nordeste, R$ 10,4 bilhões no Sudeste e R$ 5,3 bilhões no Norte. Entre os principais projetos, destacam-se o da Bram Offshore, no valor de R$ 2,6 bilhões; o da Wilson Sons, em R$ 1,1 bilhão; o da DOF Subsea, com investimento de R$ 2,8 bilhões; e o da Plataforma Logística do Amapá, no valor de R$ 1,5 bilhão.
“Os números mostram a força dessa política pública. Saímos de R$ 22,8 bilhões em projetos aprovados para mais de R$ 87 bilhões no ciclo atual, além de um crescimento expressivo nas contratações. Isso se traduz em mais emprego, mais competitividade e no fortalecimento da indústria naval brasileira”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.
Alternativas são estudadas para o escoamento de mercadorias no Brasil
Durante o evento para a apresentação da carteira de projetos do Fundo da Marinha Mercante, foram debatidos desafios e oportunidades para amplificar o uso dos rios como alternativa mais eficiente e sustentável de transporte. Nesse cenário, o foco estaria em melhorar a infraestrutura, a renovação da frota e o aprimoramento do transporte de passageiros.
“Esse avanço também impacta diretamente as hidrovias, com mais investimentos em embarcações e infraestrutura que garantem maior segurança da navegação e regularidade no transporte. Em muitas regiões, especialmente no Norte, os rios são as verdadeiras estradas da população”, justificou o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier.





