O governo da Estônia implementou uma lei que proíbe a criação de aves ao ar livre em todo o país europeu. A proposta se deu por conta da Agência de Agricultura e Alimentação (PTA), que atendeu a um pedido da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) para lidar com a doença da gripe aviária.
As informações são de que restringir a criação de aves ao ar livre, como as galinhas, por exemplo, é uma maneira eficiente de prevenir a disseminação da doença. A notícia foi confirmada pelo chefe do Departamento de Saúde e Bem-Estar Animal da Associação Agrícola da Estônia, Olev Kalda. Há uma preocupação extra em relação à propagação do vírus durante a temporada de migração das aves.
“O risco de infecção aumenta ainda mais, por exemplo, quando as aves aquáticas portadoras do vírus começam a migrar do sul e do centro da Europa para os locais de nidificação no norte. Portanto, é importante manter as aves domésticas em instalações fechadas para as proteger. A Bélgica, a Irlanda e a Itália também estão a proibir a criação de aves domésticas ao ar livre. A Finlândia impôs uma proibição com efeitos a partir de 8 de fevereiro de 2026″, explicou.
Gripe aviária vira uma preocupação na Estônia
A determinação diz que fica proibido manter aves domésticas e outras aves criadas em condições artificiais ao ar livre, mas há exceções como patos e gansos, desde que sejam mantidos separados das outras aves. Não é permitido também que sejam introduzidas aves selvagens em áreas onde se criam aves domésticas.
Quando há transmissão para pessoas, os sintomas podem incluir febre alta, tosse, dor de gargante, dor muscular, dor de cabeça, mal-estar intenso e falta de ar. Já em quadros mais graves, a gripe aviária causa pneumonia, dificuldade de respiração aguda, insuficiência respiratória e complicações que podem exigir a internação dos infectados.





