Diante dos conflitos bélicos existentes no Oriente Médio e Europa, algumas nações estão se mobilizando para intensificar os investimentos em seus respectivos arsenais. Temendo o desenrolar de uma possível Terceira Guerra Mundial em um futuro próximo, a Marinha Espanhola abraçou a missão de modernizar toda a frota de combate.
Nos últimos meses, as autoridades locais adquiriram submarinos, fragatas de última geração, navios de intervenção submarina, de ação marítima, hidrográficos, de abastecimento de combate, de inteligência e caça-minas. Conforme apurações da Infodefensa, o planejamento contempla ainda a construção de 23 novas embarcações e a modernização de 14 já existentes.

Mesmo que esteja longe de ser atacado por outras nações, o governo espanhol montou um programa audacioso, que prioriza a construção de 4 submarinos da série S-80. Posteriormente, a ideia é ampliar a frota do S-82 Narciso Monturiol (lançado em 21 de julho), do S-83 Cosme García e, em 2030, do S-84 Mateo García de los Reyes.
Além dos investimentos citados, o projeto de construir cinco fragatas F-110, navios multimissão com capacidades avançadas de guerra antiaérea, antissubmarino e de superfície, foi aprovado. Contudo, mesmo que a movimentação tenha ligado o sinal de alerta da população e autoridades internacionais, a primeira unidade somente deve ser entregue em abril de 2028, e as seguintes, uma por ano, até 2032.
Coroando a necessidade de modernizar todo o aparelho bélico, a Marinha vai remodelar, nos próximos anos, as atuais cinco fragatas da série F-100 (Álvaro de Bazán, Almirante Juan de Borbón, Blas de Lezo, Méndez Núñez e Cristóbal Colón). A estimativa do governo é que todo o serviço possa ser colocado à disposição das autoridades ao final de 2040.
E os investimentos nos navios de guerra?
Em junho deste ano, o Ministério da Defesa assinou a encomenda para a construção do novo Navio de Abastecimento de Combate (BAC), que será construído no estaleiro Navantia em Ferrol, com um orçamento de 650 milhões de euros (R$ 4,2 bilhões na cotação atual). O projeto irá substituir a A-14 Patiño, entrando em operação em 2030, juntando-se à A-14 Cantabria.
Além disso, nos próximos anos, a Marinha terá dois navios hidrográficos costeiros, um navio oceânico e prevê a modernização de seis caça-minas. Por fim, a Espanha projeta ampliar a atuação e navios de inteligência que adotam os mais novos mecanismos de defesa por meio da tecnologia de ponta.





