O Brasil é dono da 7ª maior reserva de urânio do mundo, de acordo com os dados de 2015 da Associação Nuclear Mundial (WNA). E uma das maiores reservas fica localizada em Lagoa Real, na cidade de Caetité, na Bahia. Segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), trata-se da única mina de urânio em operação no país.
A capacidade da mina é de produzir cerca de 400 toneladas do metal pesado por ano, o que tem feito com que a região passe a despertar o interesse do mercado internacional. Os recursos da Lagoa Real tem um potencial de produção de 99,1 mil toneladas. O Serviço Geológico do Brasil (SGB) avança nas discussões para aprimorar as pesquisas sobre o mineral no país.
O SBG, através do Programa Avaliação do Potencial de Minerais Radioativos, busca explorar outras áreas para a prospecção do urânio e adotar critérios que sejam usados em outros lugares do Brasil. Há depósitos de urânio conhecidos na Bahia e no Ceará, embora existam indicativos de que o Pará também possa explorar o minério.
Usina de urânio na Bahia levanta debates sobre exploração
“Matéria-prima essencial para a produção de energia nuclear e por ter aplicações nas áreas de pesquisa científica, saúde, exportação e desenvolvimento tecnológico. O país possui uma das maiores reservas mundiais do mineral, o que pode nos levar à autossuficiência e até a um patamar de exportador de insumos e do combustível nuclear”, disse o diretor de Administração e Finanças do SGB, Cassiano Alves. Veja a seguir o Top-10 de países com as maiores reservas:
- Austrália – 1,6 milhão de toneladas (20% da porcentagem mundial);
- Cazaquistão – 745 mil toneladas (13% da porcentagem mundial);
- Canadá – 509 mil toneladas (9% da porcentagem mundial);
- Rússia – 507 mil toneladas (9% da porcentagem mundial);
- África do Sul – 322 mil toneladas (6% da porcentagem mundial);
- Níger – 291 mil toneladas (5% da porcentagem mundial);
- Brasil – 276 mil toneladas (5% da porcentagem mundial);
- China – 272 mil toneladas (5% da porcentagem mundial);
- Namíbia – 267 mil toneladas (5% da porcentagem mundial);
- Mongólia – 141 mil toneladas (2% da porcentagem mundial).





