Com o objetivo de manter as operações em evidência, a Saks Global, varejista americana de luxo, alinhou um novo percurso a ser feito nas próximas semanas. Com o pedido de recuperação judicial sendo desenhado para apresentar à Justiça dos Estados Unidos, a empresa deseja adquirir um empréstimo de até US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões na cotação atual).
Sobretudo, a mandatária da Saks Fifth Avenue, Neiman Marcus e Bergdorf Goodman não conseguiu arcar com mais de US$ 100 milhões (R$ 538 milhões) em juros devidos a detentores de títulos no último dia 30 de dezembro. Por consequência do atraso, um acordo de tolerância (“forbearance”) está sendo negociado nos bastidores a fim de evitar a falência da companhia.

Caso a parceria seja sacramentada, o varejista terá um tempo adicional para fechar o acordo de financiamento e até mesmo elaborar um plano de reestruturação. O problema é que nem todos os credores estão satisfeitos com as ofertas apresentadas pelos advogados da Saks Global. Dessa forma, é esperado que um desfecho não seja facilmente alcançado.
Em outras palavras, parcela dos empresários que possuem títulos na empresa entende que um financiamento do tipo “debtor-in-possession” (DIP) pode incluir o aporte de pelo menos US$ 750 milhões (R$ 4 bilhões) em dinheiro novo na companhia. Por outro lado, adiar a quitação da dívida tende a permitir que a empresa continue operando após entrar em recuperação judicial.
Cenário de falência já é uma realidade
Enquanto tenta chegar a um acordo com os credores, a Saks trabalha para que as lojas sejam reabastecidas e o fluxo de caixa permaneça no azul. Nesse intervalo, em junho do ano passado, financiadores forneceram centenas de milhões de dólares como parte de um acordo de dívida. Como resultado, houve a reorganização do cronograma de pagamentos.
O problema é que, mesmo com a ajuda externa, a rede não conseguiu lucrar o estimado, uma vez que problemas de estoque e a baixa procura de clientes foram destacados. No trimestre encerrado em 2 de agosto de 2025, a receita declinou 13% em relação ao ano anterior, para US$ 1,6 bilhão. Assim, demissões em massa foram assinadas.





