O sonho de qualquer mochileiro é poder ter na bagagem conhecimento das mais diversas culturas espalhadas pelos quatro cantos do planeta. Depois de visitar 193 nações reconhecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), Harry Mitsidis decidiu fazer um compilado sobre os melhores e piores lugares para quem deseja se conectar com outros costumes.
Fundador da NomadMania, plataforma dedicada a viajantes independentes, Harry faz parte do grupo seleto de pessoas que conheceram todos os país soberanos. Diante da complexidade das experiências, o inglês sentiu-se encantado por algumas culturas, motivo que o levou a retornar outras vezes para determinadas nações. Segundo ele, muitos chamaram sua atenção, mas não tanto quanto República Tcheca, Hungria, Paquistão e Tajiquistão.
“A beleza se manifesta de muitas formas. Há vilarejos e cidades pequenas com arquitetura impressionante, como nas regiões centrais da Europa (na República Tcheca e na Hungria), por exemplo. Há também a beleza natural: praias, como a da ilha Rodrigues, que fica a uma hora e meia de viagem de Maurício, na costa africana. Há montanhas no norte do Paquistão, lagos e regiões acidentadas no Tajiquistão, e toda a cadeia montanhosa do Himalaia”, avaliou.
Por outro lado, nem todos os destinos foram favoráveis para Harry Mitsidis. Diante de tantas lembranças positivas, o inglês afirmou não ter se encantado por um dos países africanos. “Todo lugar tem algo interessante. Mesmo experiências negativas ensinam sobre os próprios limites, sobre o que se consegue enfrentar. Isso também é parte do sentido de viajar. Não há país onde eu definitivamente não voltaria. A Gâmbia, por exemplo, não me marcou muito, mas talvez eu precise dar uma nova chance”, disparou.
Como conhecer novos destinos?
Diante de tantas viagens acumuladas, Mitsidis abriu o jogo e falou a fórmula secreta para ter desbravado as mais diversas nacionalidades. De acordo com o aventureiro, é necessário ter conhecimento prévio sobre todos os locais a serem visitados. No entanto, é imprescindível que recursos financeiros sejam reunidos, tendo em vista as despesas com deslocamento, alimentação e emergências.
“Estudei administração e sociologia e depois comecei a dar aulas sobre liderança e gestão. Quem leciona costuma ter muito tempo livre. Aproveitava cada oportunidade para ir a algum lugar e, com o tempo, já havia conhecido cerca de 100 ou 120 países. Então pensei: agora preciso visitar todos. Foi uma combinação de planejamento financeiro cuidadoso, agrupamento de países para visitar vários de uma vez, e abrir mão de certas coisas que muitas pessoas consideram indispensáveis. Nunca fui ligado em tecnologia, por exemplo. Tenho o mesmo carro há 20 anos”, disse.





