Cientificamente, os idosos precisam de um olhar mais atento da sociedade devido ao declínio natural das funções físicas e cognitivas. Diante dos problemas evidentes nessa faixa etária, é importante que a classe ligue o sinal de alerta em meio aos maus hábitos. Entre eles está o dado que comprova que cerca de 90% dos infartos estão associados às ações tomadas nas primeiras horas do dia.
Segundo investigações do Ministério da Saúde, o infarto agudo do miocárdio é a principal causa de mortes no Brasil. Para uma melhor compreensão sobre o problema, estima-se que cinco a cada sete casos terminam em óbito. Apesar de haver uma lista de fatores que potencializam os riscos, um dos mais preocupantes diz respeito ao sedentarismo.

Na análise da médica Sana Dadoxai, a doença pode ser desencadeada enquanto um indivíduo adota uma postura em que a falta ou ausência de atividades físicas regulares é latente. Para os idosos, esse estilo de vida é ainda mais problemático, já que condiz com uma realidade em que o corpo pouco é movimentado e as inflamações são persistentes.
De modo geral, ao adotar um cronograma em que as atividades físicas ou exercícios não façam parte da realidade, o metabolismo sofre as consequências. Em resumo, o sedentarismo colabora para o aumento da gordura abdominal, resistência à insulina, pressão arterial e processos inflamatórios. Todos os tópicos listados aumentam os riscos de doenças cardiovasculares e eventos como AVC e infarto.
Alertas que não devem ser ignorados
Apesar de problemas cardíacos terem sido registrados em maior número em pessoas mais velhas, a realidade ganhou cenários contraditórios. Sem distinção de idade, o infarto pode ser previsto e tratado, desde que os sintomas não sejam ignorados. Segundo o Ministério da Saúde, é importante procurar assistência médica no primeiro sinal, assim como realizar acompanhamento frequente.
“Dor ou desconforto na região peitoral, podendo irradiar para as costas, rosto, braço esquerdo e, raramente, braço direito. Essa dor costuma ser intensa e prolongada, acompanhada de sensação de peso ou aperto sobre o tórax, provocando suor frio, palidez, falta de ar e sensação de desmaio”, explica a pasta.





