Embora esteja situada em um outro continente, a Ilha de Annobón, que pertence à Guiné Equatorial, pode ter suas limitações atreladas ao Brasil e Argentina. Em entrevista cedida ao ‘Galileu’, o primeiro-ministro, Orlando Lagar, afirmou que seu povo está sendo exterminado pelo governo local. Nesse sentido, países lusófonos podem servir como válvula de escape.
A título de conhecimento, em junho deste ano, a Ilha de Annobón tornou-se o centro das atenções diante das acusações de que o governo da Guiné Equatorial estaria orquestrando um sistema de genocídio local. Apesar da gravidade da situação relatada, o primeiro-ministro confirmou não ter recebido suporte algum de outras nações.
“Desde o ano passado tentamos, sem sucesso significativo, estabelecer contato com o mundo lusófono para denunciar a situação extrema que nosso povo vive. […] Também buscamos estabelecer contato com Brasil, Timor-Leste e, especialmente, São Tomé e Príncipe, país com o qual compartilhamos não apenas proximidade geográfica, mas também profundas raízes culturais e históricas”, disse.
Ainda que tenha se autoproclamado primeiro ministro de Annobón, Lagar tem lutado incansavelmente em prol de seu povo, que sofre sem assistência. Por não reunir recursos suficientes oriundos da Guine Equatorial, Orlando deseja sacramentar a autonomia de gestão para a ilha, que não tenha interferências do governo local.
Suplica ao governo do Brasil liga sinal de alerta
Orlando Lagar criticou a falta de diálogo com outros países em meio ao genocídio de pessoas que buscam melhores condições de vida. Em sua análise, por nenhum representante de Annobón viver nos países contatados, tornou-se inviável um acordo tendo em vista a ausência de guineense nas organização de direitos humanos integrada à rede.
“O que estamos vivenciando é uma aniquilação de identidade e uma operação sistemática de supressão demográfica. O estado guineense implementou uma estratégia de despovoamento por meio de fome, migração forçada, ecocídio, discriminação étnica estrutural e militarização. […] Queremos, precisamos e aspiramos conectar-nos com o mundo lusófono. Com Portugal, Brasil, São Tomé, Angola e todos aqueles que defendem a dignidade humana. Porque grande parte da nossa sobrevivência depende do apoio daqueles que compartilham nossas raízes e podem ouvir nosso clamor”, disparou Lagar.




