Florianópolis, conhecida como uma das ilhas mais badaladas e procuradas do Brasil, ganhou destaque nacional após o anúncio de uma nova medida polêmica. O prefeito Topázio Neto (PSD) informou a criação de um sistema que controla a chegada de pessoas sem comprovação de emprego ou moradia.
Segundo ele, a intenção é evitar que a cidade se torne um “depósito” de pessoas em situação de rua e garantir que apenas aqueles com vínculos estabelecidos permaneçam na capital catarinense.
Em vídeo publicado no Instagram, Topázio explicou que o posto avançado da assistência social tem atuado no controle da chegada de novos moradores. Ele afirmou que cerca de 500 pessoas já foram “devolvidas” a seus locais de origem após o contato com familiares.
“Se chegou sem emprego e local para morar, a gente dá a passagem de volta”, declarou o prefeito. O caso de uma pessoa enviada por outro município catarinense sem vínculos com Florianópolis foi citado como exemplo da necessidade de reforçar o acompanhamento.

Críticas e debate sobre direito de ir e vir
A decisão provocou forte repercussão nas redes sociais e abriu debate sobre possíveis violações constitucionais. Usuários e especialistas questionaram se a medida fere o direito de ir e vir, garantido pelo artigo 5º da Constituição Federal.
O prefeito reforçou que o retorno só ocorre após localizar um familiar responsável e que a intenção é proteger tanto os moradores locais quanto aqueles em situação de vulnerabilidade. “Quem aqui desembarca deve respeitar as nossas regras e a nossa cultura”, afirmou.
Segundo ele, o objetivo é preservar Florianópolis como “a capital mais segura do Brasil”, garantindo que o acolhimento social seja feito com responsabilidade e dentro das capacidades da cidade.





