Nesta terça-feira (28), durante Assembleia Geral da International Board (Ifab), responsável pelas regras do futebol, acordou a implementação da nova “Lei Vinicius”. Por unanimidade, ficou decretado que, na Copa do Mundo de 2026, os árbitros estarão autorizados a penalizar jogadores que cobrirem a boca para falar com adversários.
A discussão ganhou notoriedade com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, sendo um dos principais defensores da regra. O mecanismo virou pauta após o episódio que envolveu o atacante brasileiro Vini Jr., do Real Madrid, e o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, em jogo válido pela Champions League, em fevereiro.

Prestianni foi acusado por Vini Jr. de tê-lo ofendido com termos racistas após o gol marcado pelo jogador do Real Madrid na partida de ida do mata-mata, realizada em Lisboa. As imagens da UEFA mostraram o argentino tampando a boca com a camisa antes de se dirigir ao camisa 7 do Real Madrid. O atleta do Benfica teria chamado o adversário de “mono” (macaco em espanhol).
Com a repercussão do caso, um comitê foi montado pela entidade organizadora da Champions League, que decretou a punição de seis jogos para Gianluca. O ponto curioso é que, ao contrário da sustentação de Vinicius, a penalidade não foi estabelecida por ofensas racistas, mas sim homofóbicas. Portanto, no mundial de seleções, qualquer jogador que cobrir a boca ao se dirigir a um adversário poderá ser expulso.
Vini Jr recebe apoio da FIFA
Enquanto os clubes envolvidos defenderam seus respectivos jogadores, a entidade máxima do futebol mundial mostrou-se preocupada com o atacante da Seleção Brasileira. Em comunicado, Gianni Infantino enfatizou o desprezo por qualquer tipo de ataque à integridade de outro ser humano, reforçando que nenhum caso discriminatório será aceito na modalidade.
“Eu fiquei chocado e entristecido ao ver o suposto incidente de racismo contra Vinicius Junior na partida da Liga dos Campeões da Europa entre SL Benfica e Real Madrid FC. Não existe absolutamente nenhum espaço para o racismo no nosso esporte e na sociedade. Nós precisamos que todas as partes interessadas relevantes tomem providências e responsabilizem os culpados”, disse o presidente da Fifa em comunicado.





