O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou a Resolução nº 23.760, que dispõe sobre o calendário das eleições de 2026. Segundo o texto, de 20 de julho a 5 de agosto, partidos e federações devem realizar convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatas e candidatos que concorrerão ao cargo da Presidência da República e demais setores.
Embora a data para o lançamento dos nomes esteja prevista para um futuro a médio prazo, as articulações nos bastidores já foram anunciadas. Na correria para ocupar a vaga do Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é concorrente certo. Por outro lado, alguns partidos projetaram possíveis concorrentes para destronar o veterano.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não será candidato, uma vez que foi julgado e preso para cumprir a pena de 27 anos e 3 meses pela tentativa de golpe de Estado. Nesse cenário, o partido em questão deseja lançar o senador Flávio Bolsonaro (PL), um dos filhos do antigo Chefe de Estado. No mais, há ainda Tarcísio de Freitas (Republicanos), Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Aldo Rebelo, Ciro Gomes, Hertz Dias, Eduardo Leite, Rui Costa Pimenta, Renan Santos e Samara Martins.
Confira a lista dos possíveis candidatos a presidente da República em 2026
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): em busca de seu quarto mandato como presidente do Brasil, o petista deseja continuar seu legado na história do país. Natural de Caetés, na época um distrito de Garanhuns (PE), é ex-metalúrgico. Em sua estadia no Palácio do Planalto, marcou presença nos anos de 2003, 2010 e atualmente fecha seu terceiro ciclo.
José Aldo Rebelo Figueiredo (DC): natural de Viçosa, em Alagoas, o jornalista foi deputado federal por São Paulo durante cinco mandatos em prol do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e também presidente da Câmara dos Deputados entre 2005 e 2007. Por sua vez, ocupou o cargo de ministro da Defesa, da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Esporte e da Coordenação Política e Assuntos Institucionais.
Ciro Gomes (PSDB): natural de Pindamonhangaba, foi governador do Ceará, ministro da Fazenda no governo Itamar Franco e ministro da Integração Nacional no primeiro governo Lula. Em 1989, assumiu a prefeitura de Fortaleza e, em 1990, foi eleito governador do Ceará pelo PSDB. Posteriormente, em 2006, assumiu a cadeira como deputado federal.
Eduardo Leite (PSD): natural de Pelotas (RS), começou sua história na política como vereador, em 2008, e presidiu a Câmara Municipal entre 2011 e 2013. Após alcançar a suplência para a Assembleia Legislativa nas eleições de 2010, foi eleito prefeito do município em 2012, cargo que ocupou durante quatro anos. Por fim, em 2018, conseguiu o prestígio como governador do Rio Grande do Sul.
Flávio Bolsonaro (PL): ocupando atualmente o posto de senador da República pelo Rio de Janeiro, é o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Sua carreira na política foi iniciada em 2002, quando assumiu o primeiro mandato como deputado estadual, conseguindo se reeleger em 2006, 2010 e, pela última vez, em 2014.
Hertz Dias (PSTU): historiador formado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), é também cofundador do Movimento Hip Hop Quilombo Urbano e do Movimento Hip Hop Quilombo Brasil. Militante do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado desde 2010, em 2018 foi candidato a vice-presidente na chapa de Vera Lúcia Salgado.
Renan Santos (Missão): fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), é natural de Vinhedo (SP). Atualmente, preenche o posto de presidente do Partido Missão. A título de curiosidade, ele foi um dos responsáveis por articular o que ficou conhecido como “Comitê do Impeachment”, que levou à frente o processo de impeachment da então presidente Dilma.
Romeu Zema (Novo): empresário acionista do Grupo Zema, deixou o controle do grupo e, em 2018, filiou-se ao partido Novo para, no mesmo ano, disputar sua primeira eleição. Na época, assumiu o posto de governador do estado de Minas Gerais, após vencer no segundo turno. Já em 2022, Zema ganhou as eleições para governador do estado no primeiro turno, com 56,18% dos votos.
Ronaldo Caiado (PSD): em 1989, disputou a Presidência da República nas primeiras eleições diretas após a ditadura militar. No ano seguinte, foi eleito deputado federal por Goiás, iniciando uma trajetória de cinco mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados. No mais, em 2014, foi eleito para o Senado Federal e, no ano de 2018, assumiu como governador de Goiás, sendo reeleito.
Rui Costa Pimenta (PCO): é atualmente presidente do Partido da Causa Operária (PCO). Nascido em São Paulo (SP), participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980, e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Expulso do PT em 1992, foi candidato nas eleições municipais à Prefeitura de São Paulo em 2000 e candidato à Presidência da República nas eleições de 2002, 2006, 2010 e 2014. Também concorreu, em outras eleições, aos cargos de vereador em 1996 e deputado federal em 1998.
Samara Martins (UP): com apenas 38 anos, consolidou-se como dentista e vice-presidente nacional do partido Unidade Popular (UP). A possível candidata atua no Movimento de Mulheres Olga Benário e é coordenadora nacional da Frente Negra Revolucionária. Em 2022, compôs a chapa à presidência ao lado de Leonardo Péricles, como candidata a vice-presidente do Brasil.
Tarcísio de Freitas (Republicanos): em 2016, atuou como secretário de Coordenação de Projetos do PPI (Programa de Parceria de Investimentos). Posteriormente, em 2018, foi convidado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) para chefiar o Ministério da Infraestrutura. Durante as eleições de 2022, deixou a pasta a pedido do ex-presidente para disputar o governo de São Paulo, sendo eleito no segundo turno.





