Ao contrário do que muitos pensam, a Havan não foi fundada apenas por Luciano Hang, nome que estampa praticamente todas as campanhas publicitárias da marca. Fundada em 1986, a empreitada tinha também como sócio Vanderlei de Limas, empresário natural de Brusque, em Santa Catarina. A parceria originou à Havan Tecidos da Moda Ltda., mas os rumos entre os investidores ganharam capítulos dramáticos.
A título de curiosidade, ambos iniciaram suas carreiras na Renaux, uma tradicional empresa catarinense, mas optaram por investir coletivamente. Idealizando uma grande rede varejista, intitularam a loja de Havan (junção dos nomes de Hang com Vanderlei). Contudo, a amizade foi desfeita em 1991, quando Luciano acusou Limas de ter desviado mercadorias de alto valor da Renaux.
O entrave escalou, gerando a atenção policial. Diante da pressão e das graves acusações feitas por seu ex-sócio, Vanderlei acabou admitindo a apropriação indevida dos produtos. Por consequência, o rompimento da sociedade foi assinado, motivo que tornou Luciano Hang o único dono da Havan. Depois da polêmica, o empresário desapareceu do mapa, evitando aparições públicas.
Para a felicidade de Hang, o empreendimento não somente deu certo, como cresceu exponencialmente em todo o território brasileiro. De acordo com Luciano, a rede varejista apresenta faturamento diário de R$ 50 milhões, correspondendo a R$ 1,5 bilhão por mês e R$ 18 bilhões ao ano em 2025. Em contrapartida, o destino do cofundador permanece incerto, mas com poucas chances de ter prosperado no mercado.
Estátua da Havan é vandalizada
No início da semana, vídeos que circularam na internet geraram repercussão em massa após mostrarem uma estátua da Havan completamente em chamas. Avaliado em R$ 1,5 milhão, o monumento foi totalmente destruído por duas pessoas, que ainda não tiveram a identidade descoberta. Segundo o fundador do empreendimento, o vandalismo foi motivado por divergências políticas.
“Durante a madrugada, nossa Estátua da Liberdade foi incendiada em Petrolina (PE). É o terceiro ataque desse tipo. São Carlos, Porto Velho e agora… Petrolina. A Havan não vai se calar. Esse é um ataque à democracia, ao direito de existir. Compartilhe esse vídeo. Vamos cobrar justiça! Denúncias: 0800 517 0051”, diz nova emitida pela loja.




