Conhecido por seu sucesso na música sertaneja, Leonardo é um grande entusiasta de fazendas, contabilizando três em seu patrimônio. No entanto, o cantor foi desbancado ao ver um empresário tomar conta da maior área agropecuária do Brasil. Quem está por detrás da empreitada é Pelerson Soares Penido, munindo região de 152 mil hectares.
Destacando seu poder visionário, o homem surpreendeu a todos ao transformar uma área de 24 mil hectares em um espaço seis vezes maior. Intitulada de Fazenda Roncador, a unidade está localizada em Querência, no coração do Mato Grosso, e conta com a injeção da agropecuária sustentável como uma dos fatores favoráveis. Para se ter uma noção da grande empreitada, quase mil moradores são abrigados na região.

Mostrando seu comprometimento com o lucro e meio ambiente, quase metade da fazenda é dedicada à preservação, abrigando matas nativas e áreas de proteção permanente. No entanto, mesmo com o compromisso em meio à biodiversidade, Pelerson, em 2021, produziu 5.040 toneladas de carne e 118.665 toneladas de grãos.
Diante da presença da comunidade, 950 pessoas foram distribuídas em 101 residências e 110 apartamentos, além de contar com 426 colaboradores. Os papéis desempenhados na produção e manutenção da fazenda são iminentes, mas o empresário não parou por aí. Isso porque o Roncador abriga uma escola, um posto de saúde, uma igreja, um posto de gasolina, uma estação de tratamento de esgoto e um viveiro de plantas.
Em meio aos olhares depositados na maior fazenda do Brasil, alguns pontos foram destacados como primordiais para o funcionamento de toda a engrenagem. Sobretudo, Pelerson e companhia priorizam a produção de alimentos para o consumo sustentável, ecossistema mais equilibrado, ações responsáveis e natureza preservada.
Fazenda de Leonardo é alvo de graves acusações
Enquanto o dono da maior propriedade do país se compromete a colaborar ativamente com o meio ambiente e seus colaboradores, Leonardo foi alvo de sérias acusações. No final de 2023, a fiscalização resgatou seis trabalhadores, incluindo um adolescente, em condições de trabalho semelhantes às de escravidão na Fazenda Lakanka, localizada em Jussara (GO).
Aos fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego, um dos funcionários do cantor relatou que formigas e cupins andavam por cima dele durante as noites que passou em um alojamento. Por sua vez, os agentes identificaram a inexistência de camas e banheiro no interior do imóvel, que estava infestado de morcegos e fezes.
“A casa é muito ruim e está cheirando muito mal. Há muito morcego no alojamento. As formigas e cupins andam por cima dos empregados enquanto estão deitados. Também já vi escorpião e lacraia dentro do alojamento e tenho medo de sair à noite, devido a existência de muitos animais”, relatou o funcionário à época.
Apesar das fortes acusações, o desfecho carretou no pagamento de R$ 94 mil em multas e R$ 225 mil de indenização aos resgatados. Como forma de evitar ainda mais prejuízos ao artista, o processo foi arquivado em abril de 2024.
“Gente, eu já plantei tomate, eu sei como é que é. A vida é difícil lá. Eu, do meu coração, jamais, jamais faria isso. Então, eu acho que há um equívoco muito grande sobre a minha pessoa. Eu não me misturo, eu não me misturo nessa lista aí que eles fizeram aí de trabalho escravo”, lamentou o artista sobre as acusações.




