A busca incansável pelo corpo ideal foi potencializada pelas empresas que vendem a ideia de que apenas o magro é rentável e belo. No entanto, a Zara, marca de moda global espanhola, foi intimada a remover sua última campanha do ar por mostrar modelos com uma “magreza pouco saudável”.
Nesta quarta-feira (6), uma decisão publicada pela Advertising Standards Authority (ASA), organização autorreguladora do setor publicitário em diversos países, pegou a todos de surpresa. Isso porque os produtos comercializados pela Zara não garantiram que a publicidade fosse justa, honesta e responsável com o público.
As fotos promocionais da marca espanhola evidenciaram personagens abaixo do peso ideal, o que reforça o estigma de que corpos divergentes não são um padrão de beleza aceitável. Diante da pressão externa, a Zara se posicionou sobre o ocorrido, garantindo que as imagens fossem deletadas imediatamente.
“Estamos comprometidos em oferecer conteúdo responsável e seguimos diretrizes e controles rigorosos na seleção e fotografia de modelos”, garantiu o porta-voz da Zara no Reino Unido, confirmando que as imagens haviam sido retiradas por não compactuar com a venda do “padrão ideal”.
Mas afinal, o que a marca fez de errado?
A reguladora britânica proibiu a comercialização da campanha da marca Zara por considerar que as imagens de divulgação tentaram depositar “ponto focal” em torno da clavícula da modelo, que se destaca “visivelmente”. Em resumo, a postura da modelo “combinada com o uso de uma peça de roupa larga” dá a “impressão” de que seus braços, ombros e peito são “muito magros”.
Dessa forma, a Advertising Standards Authority decretou que as fotos vinculadas ao produto “não devem voltar a aparecer na forma que foi objeto da queixa”. Por fim, é válido destacar que a ASA também proibiu que as marcas Next e Marks & Spencer estampassem o mesmo estilo de fotografias em suas campanhas no Reino Unido.




