O Burj Khalifa, em Dubai, com 828 metros e quase 200 andares, está passando por um retrofit, processo de revitalização que utiliza novos materiais e tecnologias. Entre os materiais aplicados está o granito Taj Mahal, extraído em Uruoca, no Ceará.
Essa rocha cearense é disputada internacionalmente por sua resistência e aparência, sendo utilizada em pisos, revestimentos e fachadas de grandes construções. Apesar da exportação crescente, o Ceará ainda não conta com indústrias que agreguem valor ao granito local, como ocorre no Espírito Santo, onde o material é transformado em peças prontas para aplicação.
Isso limita o potencial de faturamento da rocha cearense, que em 2024 alcançou US$ 43 milhões e projeta fechar 2025 em torno de US$ 110 milhões. Segundo especialistas do setor, esses números poderiam ultrapassar US$ 500 milhões se houvesse beneficiamento local.

Exportação e valorização do granito cearense
Atualmente, grandes blocos de granito saem do Ceará para indústrias do Espírito Santo, Europa, Oriente Médio e Ásia, onde recebem acabamento e são transformados em produtos de alto valor agregado.
A falta de beneficiadoras locais é parcialmente atribuída à ausência de incentivos eficazes e à não implementação de acordos prévios para instalação de indústrias na Zona de Processamento para Exportação (ZPE) do Pecém.
Há expectativa de mudanças nos próximos anos. Estão previstas duas indústrias de beneficiamento de mármores e granitos para 2026, uma em Guaiúba, na Região Metropolitana de Fortaleza, e outra ainda sem local definido. A instalação dessas unidades deve aumentar a participação do Ceará na cadeia de valor e possibilitar maior competitividade internacional.





