Em dezembro de 2024, exploradores descobriram a maior mina de ouro do mundo, localizada em Wangu, na província de Hunan, na China. Com estimativa de alcance de 1.100 toneladas do metal nobre, a reserva foi avaliada em cerca de US$ 83 bilhões (o equivalente a R$ 448,6 bilhões na cotação atual). O achado coloca o país asiático em um patamar inalcançável.
Por se tratar de um dos componentes mais valorosos do mercado, os holofotes das demais nações se voltaram na direção da China. Com o auxílio de tecnologia de ponta, especialistas detectaram ouro a uma profundidade de 2 mil metros. O detalhe curioso é que a estimativa inicial era de apenas 300 toneladas de metal nobre, o que escalou em quase quatro vezes mais.
Ainda que as escavações estejam em andamento, a maior concentração de ouro encontrada foi de 138 gramas por tonelada de rocha escavada em Wangu. Por sua vez, os chineses se firmaram de vez como os maiores produtores de ouro do mundo, correspondendo a 10% de toda a extração no mundo. O detalhe negativo é que a nação consome três vezes mais do que encontra, recorrendo assim a fornecedores externos.
Implicações da extração de ouro
A presença extensiva do metal nobre foi motivo de comemoração por parte do governo local, mas a euforia não é a mesma para moradores da região e ambientalistas. Isso porque a extração em larga escala gera impactos sem precedentes no meio ambiente, acarretando contaminação hídrica, descarte indevido de resíduos e profundas transformações na paisagem natural.
Em um contexto geral, a nova mina chinesa pode remodelar os fluxos globais de oferta e demanda, pressionando os preços e induzindo mineradoras de todo o planeta a reverem estratégias e investimentos em longa escala. No mais, o setor espera, ainda, avanços em tecnologias para uma extração mais limpa e eficiente nos próximos anos.





