Consolidado no polo sul-americano como um dos países que mais movimentam o setor automobilístico, o Brasil despediu-se de uma parceria marcada por cerca de um século. Em janeiro de 2021, a Ford Motor Company encerrou a produção dos veículos na nação, fechando as fábricas em Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE). Agora, a ideia da montadora é assumir o protagonismo em meio aos acidentes.
A empresa norte-americana está alinhando os últimos ajustes para colocar nas concessionárias veículos que podem “fugir”, de forma autônoma, de batidas. Segundo a montadora, a ideia é fazer com que a manobra ocorra em estacionamentos, livrando os carros de baterem em carrinhos de compras. Nesse intervalo, a Ford assinou uma patente para fazer com que o carro se defenda sozinho.

Em outras palavras, a projeção é que o carro se reposicione para evitar impacto ou, ao menos, reduzir a chance de ser atingido. Segundo a antiga parceira do Brasil, a proposta é simples e objetiva: projetar sensores de monitoramento do entorno e, ao prever uma colisão, o veículo reage sem depender do motorista.
Apesar de a ideia ter ganhado repercussão entre os condutores, a Ford reforça que se trata apenas de uma patente. Isso significa que não é uma garantia de que a tecnologia estará presente nos próximos modelos. A título de curiosidade, a montadora iniciou esse percurso de inovação em 2023, mostrando estar engajada em encontrar uma forma de evitar acidentes básicos.
Como o protocolo agiria?
Na prática, o veículo deve usar o conjunto de sensores para rastrear a trajetória de objetos ao redor, como outros carros, carrinhos de compra ou qualquer coisa que esteja indo ao seu encontro. Nesse instante, ao identificar que haverá uma colisão, o carro aciona alertas visuais e sonoros, tentando alertar o agente externo sobre a provável batida.
Porém, caso esses alertas não modifiquem a trajetória do objeto e o impacto continue parecendo inevitável, o veículo tentará se mover. Como consequência da tecnologia investida, a tendência é que a manobra seja calculada para escapar sem criar um outro problema externo. Sendo assim, a previsão é de que a patente diminua o número de batidas e raspões em estacionamentos e vias lentas.





