Diante da guerra bélica entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, as consequências estão sendo evidenciadas com o aparecimento da inflação, aumento dos preços da gasolina e ameaças ao abastecimento alimentar nos países mais vulneráveis. No entanto, mesmo com o cenário catastrófico, uma nação vizinha tem ganhado prestígio por suas reservas de petróleo.
Embora a Venezuela detenha as maiores reservas de petróleo do mundo, a Guiana vem sendo projetada como o mais novo petroestado do planeta. Isso porque, em meio ao bloqueio do estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas e importantes do mundo, o país sul-americano registrou um aumento exponencial em seus rendimentos.

Para uma melhor compreensão, o cenário positivo para a Guiana está diretamente ligado ao aumento planejado da produção e ao efeito da alta dos preços do petróleo como consequência da guerra no Oriente Médio. Em dezembro de 2025, a projeção era de que o país atingisse 892 mil barris por dia, mas, atualmente, esse número supera os 920 mil.
Ascensão recente
Ainda que os holofotes estejam depositados no país vizinho ao Brasil, é válido destacar que o protagonismo em meio ao petróleo não é antigo. Sobretudo, sua produção de hidrocarbonetos foi iniciada há somente seis anos. Mesmo que o período seja curto, planos estratégicos levaram o país a se tornar uma das maiores produtoras do combustível da América do Sul.
Por consequência, as receitas do petróleo se tornaram o principal pilar rotativo do país. Isso é explicado pelo crescimento da economia, que ascendeu a uma média de 40,9% ao ano desde 2020, conforme dados do Banco Mundial. Além disso, as receitas da exploração de hidrocarbonetos representaram 37% do orçamento da Guiana em 2025. Nesse ano, o país arrecadou cerca de R$ 12,2 bilhões dessa fonte.
Em meio ao fechamento do estreito de Ormuz, o país sul-americano comemorou internamente a expansão de sua atuação internacional. Segundo levantamento assinado pela revista The Economist, desde o início da guerra, as receitas petrolíferas da Guiana aumentaram US$ 370 milhões (R$ 1,8 bilhões, na conversão atual) por semana, chegando a US$ 623 milhões (cerca de R$ 3 bilhões).





