Nesta quinta-feira (23), aproximadamente 1,4 mil funcionários foram pegos de surpresa com a demissão assinada por uma das empresas mais prestigiadas do mundo. Trata-se da Nike, companhia norte-americana famosa por fabricar materiais esportivos. Embora as dispensas tenham gerado questionamentos, os representantes confirmaram que o plano serve para agilizar o fluxo de trabalho.
O número elevado de demissões chama atenção, mas corresponde a menos de 2% da força de trabalho mundial da empresa. A medida foi evidenciada justamente em um período em que a companhia enfrenta uma queda abrupta nas vendas. Por sua vez, a tendência é que o impacto maior seja sentido nos setores de tecnologia.

No documento encaminhado aos funcionários, a empresa norte-americana afirmou que o protocolo também tem a finalidade de integrar melhor sua cadeia de suprimentos, além de concentrar operações tecnológicas em dois polos principais: Oregon, nos Estados Unidos, e na Índia. O detalhe negativo é que, em janeiro, mais 775 empregos foram comprometidos.
Conforme a Nike, o projeto tem como pilar uma série de “medidas deliberadas para fortalecer a base (da empresa), aprimorar a forma como competimos e construir um modelo projetado para entregar crescimento lucrativo de longo prazo”. Em contrapartida, o CEO Elliott Hill prometeu reposicionar a marca, com foco em esportes como corrida e futebol e no lançamento mais rápido de novos produtos.
Demissão dos funcionários surtiu efeito
Embora o número de desempregados tenha aumentado, as ações da Nike alavancaram aproximadamente 0,5% no pós-mercado. O problema é que a companhia acumula queda de mais da metade do valor nos últimos três anos. Potencializando a preocupação dos representantes, no período, concorrentes como On, Hoka e Anta ganharam espaço.
Ao final do pregão dessa quinta-feira (23) da Bolsa de Valores de Nova York, as ações da Nike recuaram 1,97%, cotadas a US$ 44,78 (R$ 225,57, na conversão atual). Por sua vez, no início das negociações desta sexta-feira (24), os papéis da empresa de materiais esportivos registravam leve queda de 0,13%, a US$ 44,72 (R$ 225,27).





