Embora seja reconhecida por seus projetos de exploração espacial, a NASA direcionou sua atenção para um risco localizado dentro da própria Terra. Segundo relatório divulgado pela BBC, cientistas da agência consideram os supervulcões a maior ameaça à humanidade, com potencial para causar danos globais superiores aos de impactos de asteroides.
O supervulcão de Yellowstone, nos Estados Unidos, é apontado como o principal ponto de preocupação devido ao enorme reservatório de magma sob o Parque Nacional, capaz de desencadear uma erupção de escala catastrófica. Diante desse cenário, a NASA elaborou uma estratégia para tentar reduzir a temperatura interna do sistema vulcânico.
O plano envolve perfurar cerca de 10 quilômetros no subsolo do Yellowstone para injetar água em alta pressão, permitindo que o calor seja retirado de forma gradual.A proposta, no entanto, exige extrema precisão, já que intervenções no reservatório podem alterar sua estabilidade e até acelerar uma erupção se conduzidas de maneira inadequada.

Riscos, limitações e custos da estratégia
A construção das estruturas necessárias para alcançar a profundidade proposta é considerada complexa por especialistas, como destacou Brian Wilcox, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, em entrevista à BBC. Além disso, o plano demandaria grande volume de água, o que pode gerar discussões ambientais e logísticas.
O custo estimado também representa uma barreira significativa. A implementação da estratégia pode exigir investimento em torno de US$ 3,46 bilhões, valor que depende de aprovação política e de disponibilidade orçamentária.
Mesmo com os obstáculos, os estudos continuam porque uma erupção de supervulcão poderia provocar mudanças climáticas abruptas, queda de temperatura global e prejuízos em larga escala para ecossistemas e sociedades.





