O aumento da expectativa de vida no Brasil tem gerado preocupações sobre a sustentabilidade do sistema previdenciário. Segundo o IBGE, em 2024 a expectativa média de vida chegou a 76,6 anos, sendo 79,9 anos para mulheres e 73,3 anos para homens.
Esse crescimento, que representa um aumento de 2,5 meses em relação a 2023, ocorre após a recuperação da pandemia de covid-19. Desde a década de 1940, a longevidade avançou mais de 30 anos, passando de 45,5 para os valores atuais.
O modelo atual do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) depende dos recursos dos trabalhadores ativos para pagar aposentadorias e pensões. Com o aumento do tempo de vida e a redução da formalidade no trabalho, o sistema enfrenta pressões financeiras.
O Tesouro Nacional registrou R$ 20,9 bilhões de déficit em setembro de 2025, acumulando R$ 286,3 bilhões nos nove primeiros meses do ano. O prolongamento do período de recebimento de benefícios aumenta o impacto sobre o orçamento público e exige atenção para garantir a sustentabilidade do sistema.
Nova reforma da Previdência

Possíveis medidas e debates
O governo descarta mudanças imediatas na legislação. O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, afirmou que não defende novas reformas, já que ajustes anteriores aumentam alíquotas ou tempo de contribuição.
Especialistas, no entanto, defendem medidas para acompanhar a longevidade crescente, como o ajuste automático da idade mínima, que tornaria o sistema mais previsível e adaptado às mudanças demográficas.
Outras propostas incluem a unificação das regras do setor público e privado e a busca de financiamento adicional em setores que substituíram trabalhadores por tecnologia. A última reforma, a Emenda Constitucional 103/2019, estabeleceu idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, com normas de transição para contribuintes atuais.





