O futebol brasileiro viverá um marco inédito com a introdução do chamado “desafio de vídeo” durante as semifinais da Copa Paulista. A Federação Paulista de Futebol (FPF) decidiu adotar o sistema, que já havia sido testado pela Fifa em competições de base, como a Copa do Mundo Feminina Sub-20.
Cada equipe começa a partida com dois pedidos disponíveis. Para acionar o recurso, o técnico deve sinalizar girando o dedo no ar e entregar ao quarto árbitro um cartão especial. Em seguida, o árbitro principal vai até a cabine instalada à beira do gramado, onde revisa o lance com auxílio de um operador de replay.
Caso a solicitação seja confirmada como correta, o treinador mantém o número de desafios; caso contrário, perde um dos pedidos. A principal diferença em relação ao VAR é a ausência de árbitros auxiliares em uma sala de vídeo e a não utilização de linhas de impedimento.

Impacto no futebol paulista e perspectivas
A implementação do desafio de vídeo reforça o histórico da FPF em adotar inovações. Antes, o futebol paulista já havia experimentado recursos como o impedimento semiautomático, o sistema multibolas e até câmeras acopladas ao árbitro em partidas do Paulistão Feminino.
Agora, o novo mecanismo coloca São Paulo em sintonia com práticas aplicadas em outros esportes de nível global, como vôlei e basquete, e abre espaço para que campeonatos de menor orçamento também contem com revisões em lances decisivos.
A estreia da novidade ocorrerá justamente em partidas de alto peso. De um lado, XV de Piracicaba enfrenta o Comercial; do outro, Primavera encara o Grêmio Prudente. Os vencedores garantirão vaga em torneios nacionais de 2026, como a Série D ou a Copa do Brasil, conforme a escolha do campeão.





