A Revolut, fintech britânica que atua em mais de 30 países, anunciou um plano de investimento de US$ 13 bilhões para se tornar o maior banco digital do mundo, mirando superar o Nubank.
O valor será distribuído entre expansão territorial, tecnologia e ampliação do portfólio de serviços. No Reino Unido, mercado de origem da empresa, estão previstos US$ 4 bilhões para reforço da infraestrutura tecnológica, ampliação de crédito e produtos de investimento.
O Nubank, que encerrou 2024 com mais de 100 milhões de clientes na América Latina, já ocupa posição de destaque global. A Revolut, embora ainda atrás em número de clientes, se diferencia pela diversidade de serviços oferecidos, como criptomoedas, corretora de ações internacionais, cartões multi moeda e seguros digitais.
Estratégia de crescimento e impacto no mercado
O plano de US$ 13 bilhões da Revolut tem três pilares principais: expansão territorial, tecnologia e segurança, e ampliação de portfólio. A empresa pretende entrar em mercados estratégicos como Estados Unidos, América Latina e países do Oriente Médio e Ásia.
Além disso, serão feitos investimentos em inteligência artificial, infraestrutura de blockchain e sistemas de proteção contra fraudes. O objetivo é criar um “superapp financeiro”, reunindo em uma única plataforma serviços que hoje os clientes buscam em diferentes instituições.
No Brasil, maior mercado do Nubank, a chegada da Revolut deve intensificar a concorrência. Analistas destacam que a fintech britânica pode acelerar sua entrada no país, aproveitando o crescimento do setor digital e o interesse da população por alternativas ao sistema bancário tradicional.
Especialistas em fintechs apontam que o setor entra em nova fase, em que a disputa se dá por rentabilidade, diversificação de produtos e presença global, e não apenas pelo número de clientes. Para o consumidor, a competição deve acelerar a transformação digital do mercado financeiro, oferecendo serviços mais rápidos, acessíveis e variados.




