A nova gasolina E30, que começou a ser distribuída nos postos em agosto, amplia a presença do etanol na composição do combustível, passando de 27,5% para 30% na mistura. A mudança foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e validada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com acompanhamento do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
A transição começou nas refinarias no dia 1º de setembro, e o combustível já está sendo disponibilizado à medida que os estoques da antiga gasolina terminam. A gasolina E30 passou por testes laboratoriais no início deste ano no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul (SP), envolvendo 15 veículos de diferentes modelos, incluindo carros antigos e motores a gasolina.
Os estudos avaliaram o desempenho em partidas a frio, consumo e compatibilidade com materiais do motor, e não identificaram impactos significativos. A aprovação técnica permite usar o combustível sem prejuízos, embora a autonomia possa reduzir ligeiramente.

Impactos econômicos e ambientais da nova gasolina
O aumento do percentual de etanol na mistura tem efeitos diretos sobre a produção nacional de combustível e o meio ambiente. O Ministério de Minas e Energia projeta que a mudança poderá reduzir a importação de gasolina em cerca de 760 milhões de litros por ano, ao mesmo tempo em que impulsiona a demanda por etanol em 1,5 bilhão de litros.
Além do aspecto econômico, a gasolina E30 traz benefícios ambientais. O combustível promove uma queima mais limpa, com redução de emissões de gases de efeito estufa estimada em 1,7 milhão de toneladas por ano.
Por outro lado, especialistas alertam que veículos importados podem exigir adaptações e que o aumento de 3% de etanol na mistura pode reduzir levemente a autonomia dos automóveis.





