Um novo tratamento em desenvolvimento pode mudar a abordagem contra a queda de cabelo. A biofarmacêutica Veradermics divulgou resultados positivos com um medicamento oral voltado à alopecia androgenética. A proposta dispensa procedimentos como implantes capilares.
Como funciona o novo medicamento
O composto experimental, chamado VDPHL01, utiliza uma versão de liberação prolongada do minoxidil. A substância já é conhecida no combate à calvície, mas geralmente aplicada de forma tópica. A novidade está na formulação oral otimizada.
Essa versão foi desenvolvida especificamente para atuar na queda de cabelo de origem genética. O objetivo é melhorar a absorção e reduzir efeitos colaterais. A administração em comprimidos também facilita o uso contínuo.
Ao agir diretamente no organismo, o medicamento busca estimular o crescimento capilar de forma mais uniforme. A tecnologia de liberação controlada mantém níveis estáveis da substância. Isso pode aumentar a eficácia do tratamento.
Resultados iniciais dos testes
O ensaio clínico envolveu cerca de 500 homens com perda capilar leve a moderada. O estudo foi conduzido em modelo duplo-cego, com controle por placebo. Os resultados indicaram melhora significativa em grande parte dos participantes.
Segundo a empresa, 79% dos pacientes apresentaram aumento na cobertura capilar com dose diária. Entre aqueles que utilizaram duas doses por dia, o índice chegou a 86%. Os primeiros sinais de crescimento foram observados após dois meses.
Após seis meses de uso, houve aumento médio de 30 a 33 fios por centímetro quadrado. Esse avanço indica ganho relevante na densidade capilar. Os dados reforçam o potencial do tratamento.

Segurança e próximos passos
O uso oral de minoxidil já existe, mas pode causar efeitos cardiovasculares. Sintomas como tontura e palpitações são relatados em alguns casos. A nova formulação foi projetada para reduzir esses riscos.
A empresa afirma que o medicamento apresenta perfil de segurança mais controlado. No entanto, especialistas ressaltam que os dados ainda são preliminares. Estudos independentes serão necessários para validação completa.





