Após mais de duas décadas de pesquisa, o Espírito Santo passa a contar com uma nova alternativa para o campo: a banana ambrosia. Desenvolvida pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), surge como resposta direta aos principais desafios da bananicultura, sobretudo às doenças que historicamente comprometem a produção e elevam os custos no campo.
A nova variedade foi criada com resistência comprovada à sigatoka-amarela, à sigatoka-negra e ao mal do Panamá (raça 1), três das doenças mais prejudiciais para os bananais. Esses problemas reduzem a produtividade, afetam a qualidade dos frutos e exigem altos investimentos em defensivos. Com a ambrosia, o produtor passa a ter uma opção mais estável e segura, com menor dependência de insumos químicos.
Além da resistência, a cultivar apresenta bom desempenho produtivo. Os cachos ultrapassam, em média, 30 quilos, índice relevante dentro do subgrupo cavendish. As plantas também demonstram vigor elevado, o que favorece o desenvolvimento no campo. As primeiras 1.200 mudas já começaram a chegar às propriedades rurais, marcando o início da aplicação prática da tecnologia desenvolvida no estado.
Espírito Santo desenvolve novo tipo de banana para consumo
Outro ponto que chama a atenção está na versatilidade da fruta. A banana ambrosia mantém padrão de qualidade adequado para o consumo in natura e também abre espaço para uso industrial. Produtos como farinha, chips e doces entram no radar, o que amplia as possibilidades de comercialização e reduz a dependência de um único mercado.
A chegada da nova cultivar representa um avanço importante para a agricultura capixaba. Sem cobrança de royalties e com apoio técnico do Incaper, a banana ambrosia reforça o papel da ciência pública no desenvolvimento rural. Em municípios como Alfredo Chaves, onde a cultura da banana tem forte presença, a expectativa é de aumento na produtividade e maior estabilidade econômica para os produtores.





