Como é de conhecimento público, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é responsável pela gestão e pagamento de benefícios previdenciários e assistenciais dos brasileiros. No entanto, é possível que muitos aposentados recebam valores inferiores aos que realmente deveriam ganhar. Isso ocorre devido a erros de cálculo, vínculos empregatícios ignorados ou regras aplicadas de forma incorreta.
Embora essa dúvida seja latente, os segurados podem recorrer para que as transferências ocorram como o esperado, sem causar dores de cabeça fora de curso. Na prática, caso o aposentado acredite que os valores são indevidos, é possível solicitar revisão. Como resultado, a autarquia federal pode aumentar o montante do benefício, desde que confirme as incongruências.

O que é preciso fazer?
Antes de tudo, é imprescindível que o segurado analise o documento que o INSS entrega quando a aposentadoria é aprovada. Nele estão contidas todas as informações sobre o cálculo do benefício. Nesse momento, é necessário verificar se os salários utilizados estão corretos e se o tempo de contribuição foi considerado integralmente.
Um outro fator crucial diz respeito à consulta do CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais), em que está reunido todo o histórico de trabalho e contribuições. É válido destacar que divergências nesse cadastro são comuns. Portanto, priorize cautela ao verificar os períodos que podem não ter sido registrados ou salários menores do que os reais.
Em continuidade, os aposentados do INSS devem analisar se todos os períodos foram incluídos, já que é possível que a entidade não os tenha considerado. Em alguns casos, pode ser que trabalhos antigos não tenham sido introduzidos, assim como atividades rurais e até mesmo o tempo especial (insalubre ou perigoso). A falta desses períodos pode impactar diretamente o valor final do benefício.
Depois da Reforma da Previdência, surgiram diferentes regras de aposentadoria. Em alguns casos, o INSS pode ter aplicado uma regra menos vantajosa. Sendo assim, revise essas informações, o que pode resultar em valores maiores. Por fim, é preciso ficar atento aos prazos, já que existe um limite de 10 anos para solicitar a revisão da aposentadoria, contado a partir do primeiro pagamento.





