A alta demanda no trabalho coloca em evidência a construção de relações interpessoais, vistas com viés profissional e individual. Ao longo das pausas para o almoço, é comum as pessoas sentarem-se juntas para compartilhar momentos e aliviar tensões da rotina. Contudo, há aqueles que preferem aproveitar o silêncio da individualidade.
Na maioria das vezes, manter-se sozinho durante o almoço é uma escolha pessoal, principalmente quando o ambiente profissional é tomado por fofocas e falta de intimidade. Embora o comportamento desperte curiosidade, apresenta várias interpretações, podendo variar entre animosidade e sentimento de não pertencimento.
Sobretudo, existem pessoas mais reservadas ou introvertidas, que aproveitam o horário do almoço para não colocar em prática a obrigação de conversar com os demais colegas de trabalho. Para esses indivíduos, o momento é propício para recarregar as energias, aproveitar para resolver pendências particulares ou até mesmo manter uma clara separação entre profissão e vida privada.
Há ainda aqueles que aproveitam qualquer tempo livre sozinho para estudar, assistir algo ou organizar tarefas sem que tenha a presença de outras pessoas por perto. Em contrapartida, é possível que o isolamento seja comum na vida de uma pessoa, motivando a extensão do corte de relações pessoais até mesmo no expediente. No mais, falta de entrosamento, estresse ou até hábitos alimentares podem entrar na equação.
O que a psicologia diz sobre comer sozinho?
Puxando para o viés científico, especialistas em comportamento social esclarecem que almoçar sozinho não é motivo para preocupação, desde que a ação não seja perpetuada nas demais áreas sociais. Isso porque evitar contato com outras pessoas pode potencializar condições como ansiedade, dificuldade de criar vínculos ou baixa satisfação no trabalho.
Nesse ínterim, a psicologia esclarece que a repetição do isolamento pode não ser visto com bons olhos por parte dos colegas e gestores. Assim, o lado profissional corre o risco de declinar, tendo em vista a forma como a falta de diálogo e entrosamento podem corroborar com a queda de produtividade.





