Outrora considerado um dos homens mais bonitos do mundo, Tom Cruise, hoje com 63 anos, segue chamando atenção por sua beleza. Em sua última empreitada, no filme Missão: Impossível – O Acerto Final, o ator aparece realizando manobras arriscadas sem o uso de dublês. De acordo com a própria celebridade, as façanhas somente são possíveis com a prática de diversas atividades físicas.
Para promover o filme lançado este ano, Tom Cruise viajou por vários países e concedeu entrevistas. Ao passo que a dinâmica da produção era contada, o ator relevou bastidores das gravações e explicou como mantém a saúde impecável mesmo preenchendo o status de “idoso”. Segundo ele, o bem-estar irá garantir que sua carreira seja prolongada por algumas décadas.
“Na verdade, vou chegar aos meus 100. Nunca vou parar. Nunca vou parar de fazer filmes de ação. Nunca vou parar de fazer drama, filmes de comédia. Caiaque no mar, espeleologia… esgrima, esteira, levantamento de pesos… escalada, caminhadas… eu corro… eu faço tantas atividades diferentes”, disse ao portal The Hollywood Reporter.
Apesar da fala do ator ter chamado a atenção, estudiosos corroboram com a medida adotada pelo astro. De acordo com especialistas, a prática regular de atividades físicas colabora para a longevidade, diminuindo o risco de desenvolvimento de doenças crônicas. Assim, basta apenas adaptar uma rotina a base de exercícios confortáveis e que possam se tornar frequentes.
Tom Cruise serve de exemplo para geração mais nova
Não dá para prever a morte, mas há como trabalhar em função de expectativas de vida superiores. Segundo o professor da Faculdade de Medicina da Universidade Feevale, João Senger, é necessário se atentar ao estilo levado. Isso porque os hábitos saudáveis correspondem a mais da metade da parcela da equação matemática em busca de um ciclo longo.
“Cerca de 20% dos fatores que determinam a forma como envelhecemos são genéticos, e cerca de outros 20% ligados ao ambiente. Mas o que é mais importante para uma longevidade com saúde, que influencia em mais de 50%, é o estilo de vida”, explicou o Doutor, que também é diretor do Centro de Estudos em Envelhecimento Instituto Moriguchi.
O problema é que muitos jovens deixam para mudar a forma de agir somente quando os problemas já apareceram, ou seja, quando na maioria das vezes não há como reverter. De acordo com a diretora da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Alessandra Tieppo, nunca é tarde para começar a ter práticas saudáveis.
“Esses hábitos, mesmo adotados tardiamente, vão ajudar a retardar ou até reverter alguns processos. Atividade física melhora a perda muscular. Alimentação balanceada ajuda a controlar doenças crônicas como diabetes, hipertensão e colesterol alto. Conexões sociais, buscar novos aprendizados cultivar hobbies são práticas que ajudam a evitar depressão, declínio cognitivo”, disse a geriatra.




