O Governo Federal, por meio do Farmácia Popular e do Sistema Único de Saúde (SUS), instituiu a entrega de medicamentos gratuitos para pessoas diagnosticadas com doença de Parkinson. Por ser um direito fundamental social, a saúde foi colocada em primeiro lugar, com a medida podendo beneficiar aproximadamente 500 mil brasileiros.
Embora o Parkinson seja uma das doenças mais preocupantes da atualidade, o governo garantiu 41 produtos gratuitos na Farmácia Popular que priorizam outras patologias. Para tratar o distúrbio neurológico degenerativo e progressivo, os estabelecimentos dispõem de carbidopa 25mg + levodopa 250mg, cloridrato de benserazida 25mg + levodopa 100mg.

Conforme a instância máxima de poder executivo no Brasil, para ter acesso aos medicamentos de forma gratuita, é necessário comparecer a uma das farmácias credenciadas. No momento da retirada, o indivíduo precisa apresentar documento de identificação com foto e o CPF. Por sua vez, a receita médica do SUS ou particular tem que estar dentro do prazo de validade.
O Programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB) é uma aposta do Governo Federal que tem a finalidade de complementar a disponibilização de medicamentos utilizados na Atenção Primária à Saúde (APS), por meio de parceria com farmácias da rede privada. Assim, além das Unidades Básicas de Saúde e farmácias municipais, o cidadão pode retirar medicamentos nos estabelecimentos credenciados ao Farmácia Popular.
Realidade do Parkinson no Brasil
Um estudo inédito realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) foi publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas. Segundo as análises, são estimados mais de 500 mil brasileiros com 50 anos ou mais vivendo atualmente com a Doença de Parkinson.
O número, que já é alarmante, tende a aumentar. O estudo mostra uma previsão de que os casos cheguem a 1,2 milhão no ano de 2026, com o principal fator de risco sendo o envelhecimento populacional. Para ganhar embasamento, foram analisadas 9.881 pessoas com 50 anos ou mais em todas as regiões do Brasil. Como resposta, a maior parte dos diagnósticos apareceu em estágios avançados da doença.
“Os principais sintomas que começam com a doença de Parkinson são a lentidão dos movimentos, movimentos lentos, rigidez muscular e o clássico tremor, que as pessoas associam ao Parkinson. Por uma falta de especialistas, por uma falta de conhecimento sobre o assunto, a gente precisa se preparar para esse cenário onde a gente vai ter muito mais pessoas vivendo com as limitações que o Parkinson provoca”, aponta um dos autores do trabalho, Artur F. Schumacher Schuh.





