De acordo com levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que a pandemia da Covid-19 tenha vitimado cerca de 15 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo 700 mil apenas no Brasil. O problema é que os óbitos deixaram uma marca irreparável na história humana, incluindo questões cerebrais.
Embora problemas respiratórios tenham sido reverberadas, um novo estudo comprovou que o cérebro de pessoas saudáveis, mesmo que não tenham sido infectadas pelo Covid, envelheceu mais rápido que o esperado. Segundo a revista científica Nature Communications, cerca de 100 mil pessoas foram avaliadas, comprovando que em média houve envelhecimento de 5,5 meses.
Anteriormente, cientistas haviam confirmado que o processo de neurodegeneração e o declínio cognitivo afetou significativamente os idosos, mas em adultos a comprovação pegou a todos de surpresa. Para que o estudo fosse adiante, 15.334 pessoas com idade média de 63 anos entraram na lista de avaliações do Reino Unido.
Em suma, os pesquisadores acreditam que o isolamento social, o estresse e as mudanças de rotina da pandemia podem ter colaborado por deixar o cérebro com características mais velhas. Por fim, o problema foi evidenciado em maior número entre idosos e homens. Isso porque estão mais suscetíveis a alterações neurológicas que as mulheres quando estão estressados.
Nova variante da Convid é descoberta
Para a surpresa de muitos, uma variante XFG do vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, foi confirmada na cidade do Rio de Janeiro pela Fiocruz. Até meados de julho foram constatados 46 casos, ligando o sinal de alerta sobre a possibilidade de uma nova pandemia imergir. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, São Paulo (em dois casos), Ceará (em seis casos) e Santa Catarina (em três casos) também apresentaram a nova roupagem do problema.
Apesar da preocupação, a virologista Paola Resende, do Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais do IOC, explicou que não há sinais de maior gravidade da doença ou de impacto significativo na eficácia de vacinas e antivirais. Assim, as pesquisas serão concentradas a fim de evitar que o problema seja propagado a outras pessoas.
“A variante XFG é uma recombinante de outras duas linhagens e carrega algumas mutações na proteína spike que estão associadas a uma ligeira evasão da resposta imune, o que pode impactar na neutralização por anticorpos. Porém, não tem evidências de aumento de gravidade clínica, nem evidências de impacto relevante na eficácia de vacinas e de antivirais. Por isso, a nossa decisão, como grupo técnico da OMS, foi classificar essa linhagem como variante sobre monitoramento, porque ela requer um olhar mais atento para identificar possíveis mudanças de padrão”, afirma Paola.




