O Papa Leão 14 tem direito a usar o camauro, um chapéu tradicional do vestuário papal associado ao inverno e frequentemente comparado ao gorro de Natal por causa das cores vermelho e branco.
O acessório faz parte da tradição da Igreja Católica e permanece disponível para uso do Pontífice em ocasiões específicas, especialmente durante períodos mais frios. Feito em veludo ou seda com bordas de pele branca, o camauro protege a parte posterior da cabeça e o pescoço, oferecendo mais conforto térmico.
A peça tem origem nos termos camelaucum e kamelauchion, relacionados a chapéus de pele usados na Antiguidade. Além da versão vermelha mais conhecida, existe também um modelo em damasco branco, reservado para a oitava da Páscoa.

História e uso ao longo dos séculos
O camauro surgiu no século XII e inicialmente era utilizado tanto pelos cardeais quanto pelo Papa. Em 1464, seu uso se tornou exclusivo do Pontífice, enquanto os cardeais passaram a adotar o solidéu escarlate.
O acessório aparece em obras importantes do Renascimento, como o retrato de Júlio II feito por Rafael, reforçando seu papel nas vestes papais formais e nas roupas utilizadas após a morte de um Papa.
A popularidade do camauro diminuiu no final do século XVIII, embora ainda tenha sido utilizado ocasionalmente por Pio IX e Leão XIII. No século XX, João XXIII resgatou o item com a ajuda da alfaiataria Gammarelli, que precisou reconstruí-lo com base em pinturas antigas.
Em 2005, Bento XVI usou o camauro uma única vez, afirmando que buscava apenas proteção contra o frio, mas deixou de utilizá-lo devido à repercussão pública e às interpretações exageradas sobre seu significado.





