O Vasco da Gama avançou nas negociações para a venda das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e encaminhou um acordo que pode ultrapassar a casa dos R$ 2 bilhões. A proposta, discutida ao longo desta semana, envolve o grupo comandado pelo empresário Marcos Lamacchia, filho de José Carlos Lamacchia, dono da Crefisa, e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras.
As conversas ainda dependem da definição do cronograma final de investimentos antes de serem submetidas aos conselhos internos para aprovação. Paralelamente, Marcos Lamacchia trabalha para atender às exigências da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o que inclui a análise da agência de fair play financeiro.
O pré-acordo estabelece compromissos mínimos de aporte em áreas estratégicas, como contratações, folha salarial, infraestrutura do centro de treinamento, fluxo de caixa e esportes olímpicos. Também está previsto o cumprimento das obrigações financeiras já existentes, incluindo dívidas do Vasco e da SAF dentro do plano de recuperação judicial. Internamente, a diretoria mantém cautela e evita declarações públicas até a conclusão formal do processo.
Vasco pode vender SAF a enteado de Leila Pereira
“A gente está em uma etapa muito importante. Não posso dar data, não posso dar nome, mas está em um caminho interessante, e eu preciso de toda a cautela para estruturar o contrato, vocês tem um exemplo claro o que foi com o antigo sócio. Até por isso, teve uma busca por um investidor sério, de credibilidade, de conhecimento de todos, para que o Vasco se torne um clube estruturado pelo resto da sua vida”, disse nesta semana o presidente do clube, Pedrinho.
O acordo prevê a aquisição de 90% da SAF, com direito à fatia ligada ao antigo grupo investidor, associado ao espólio da 777. Apesar da complexidade da operação, não há expectativa de entraves relevantes. O Vasco aguarda os trâmites finais para oficializar a venda após a aprovação nos órgãos internos.





