O assunto parece “história de pescador”, mas tem causado repercussão negativa entre os biólogos em meio à degradação ambiental. Recentemente, uma pesquisa revelou que o peixe-cabeça-de-cobra-do-norte, também conhecido pelo nome científico Channa argus, está se tornando uma praga, fator que tende a colocar em cheque o ecossistema marinho em todo o planeta.
Para uma melhor compreensão do problema, atualmente essa espécie tem atuado como predador em longa escala, mas o detalhe curioso fica a cargo de sua facilidade de adaptação fisiológica. Em outras palavras, o peixe absorve oxigênio tanto da água quanto do ar, tornando-o capaz de sobreviver fora d’água por vários dias, desde que sua pele permaneça úmida.

“Ele consegue sobreviver na lama, por exemplo, com pouquíssima água, se o Pirarucu ficar só na lama, ele morre, precisa de água, ainda que seja com zero oxigênio. Acredito que o cabeça-de-cobra seja o resultado de um processo evolutivo de que se vivia em ambientes de lagoa que secavam”, explica o pesquisador da Secretaria da Agricultura, Leonardo Tachibana.
Como resultado da “mutação”, o controle e sua propagação são de difícil acesso por parte das autoridades. Nesse intervalo, o Serviço Geológico dos Estados Unidos lançou campanhas para impedir sua disseminação. Em resumo, os pescadores são aconselhados a descartar o animal capturado e notificar os órgãos competentes.
Impactos causados pela espécie
Conforme apurações do BBB Mundo, o peixe-cabeça-de-cobra-do-norte foi enquadrado como um dos maiores causadores do declínio aquático. De modo geral, o animal vem consumindo uma grande variedade de presas, representando uma clara ameaça aos ecossistemas marinhos. Para aumentar o alarde, autoridades revelaram que a espécie foi disseminada por vários estados norte-americanos.
Segundo a revista Smithsonian, o primeiro registro do animal foi datado em 2002 em Crofton (EUA), Maryland. Na ocasião, os cientistas confirmaram que os peixes menores decretavam que os adultos estavam em atividade, ditando um ritmo acelerado de procriação. Em síntese, as fêmeas são capazes de pôr até 10 mil ovos por ano, podendo chegar a 50 mil.





