Filhos são sonhados por grande parte da população, mas a fase da adolescência é um dos maiores pesadelos para os genitores e responsáveis. É nesse período que algumas crises são evidenciadas, motivadas pelos hormônios à flor da pele, que garantem mudanças bruscas de comportamento. Baseando-se na conjuntura da personalidade desses indivíduos, cientistas cravam que o ciclo em questão se entende entre os 10 e 24 anos.
Anteriormente, estudiosos entendiam que a adolescência e os conflitos de personalidade eram interrompidos aos 19 anos, mas a ideia não é defendida por todos os cientistas. Em artigo publicado na revista Lancet Child & Adolescent Health, pesquisadores australianos defendem que a fase deve ser prorrogada por mais cinco anos, garantindo ainda um maior respaldo perante as leis que dizem respeito aos jovens.
Além do caráter social, os cientistas explicaram o motivo da defesa do artigo. Segundo eles, a decisão cada vez mais frequente de adiar casamento e maternidade/paternidade estaria mudando a percepção das pessoas de quando a vida adulta começa. Em contrapartida, os opositores defendem que postergar o fim da adolescência pode, mais adiante, infantilizar os jovens.
O Ministério da Saúde segue a convenção elaborada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Sobretudo, a adolescência vai dos 10 aos 19 anos, 11 meses e 29 dias, e a juventude acontece entre 15 e 24 anos. Por sua vez, o MS adota ainda o termo “pessoas jovens” para se referir ao conjunto de adolescentes e jovens, ou seja, à abrangente faixa compreendida entre 10 e 24 anos.
Preocupações com a adolescência brasileira
Embora sejam ignorados por parte da sociedade, os adolescentes e jovens são sujeitos de direitos e precisam ser tratados com prioridade nas políticas de saúde. Nos últimos anos, o número de casos de depressão e ansiedade escalou para esse nicho, ligando o sinal de alerta em respeito à garantia do direito à vida.
Um dos princípios norteadores das ações voltadas à saúde dos adolescentes e jovens na comunidade brasileira é que eles precisam ser entendidos como sujeitos e protagonistas de sua individualidade. Portanto, destacam-se como objetivos no cuidado integral de adolescentes e jovens:
- Promover atenção integral à saúde adolescentes e j0ovens;
- Reduzir a morbimortalidade desse segmento populacional;
- Evitar situações de violação de direitos humanos, prevenir violências e promover atenção psicossocial de adolescentes e jovens.





