Recentemente, um estudo publicado na revista Nature Communications sugeriu a possibilidade de o núcleo da Terra comportar uma quantia de hidrogênio equivalente a até 45 vezes a apresentada nos oceanos. Embora os pesquisadores tenham chegado à conclusão, as frustrações sobre a extração ligaram o sinal de alerta dos empresários.
Na prática, mesmo com os avanços tecnológicos colocados à disposição no cenário atual, ainda assim é inviável extrair o produto do núcleo terrestre. Por sua vez, o teor de hidrogênio presente nas pesquisas coloca em evidência a tese de que a água integra a Terra desde sua origem, há aproximadamente 4,5 bilhões de anos.

O estudo foi encabeçado pela equipe de Dongyang Huang, professor assistente da Escola de Ciências da Terra e do Espaço da Universidade de Pequim, na China. Na visão do cientista, há indícios concretos de que o gás presente no núcleo não foi introduzido após os impactos de cometas e outros corpos gelados, assim como diversas teorias propõem.
Suposições assinadas pelos pesquisadores
Conforme as correlações feitas por Huang, o processo de cristalização do núcleo da Terra teria promovido convecção em seu interior. Em contrapartida, esse movimento poderia ter fornecido a força motriz para um geodínamo primitivo, mecanismo responsável pela geração do campo magnético planetário. Na prática, ele é essencial para tornar o planeta habitável, já que protege a atmosfera e a superfície da radiação solar e cósmica.
Embora as alegações tenham movimentado o cenário das pesquisas, uma resposta concreta ainda se desenha para solucionar mistérios. De modo geral, ao identificar pela primeira vez o mecanismo pelo qual o hidrogênio entra no núcleo, o estudo contribui para descobrir a conexão entre a formação do núcleo, a origem da água e o estabelecimento do campo magnético em uma mesma narrativa evolutiva.
Implicações do estudo
Atualmente, a maior dificuldade encontrada pelos pesquisadores diz respeito a estimar a quantidade de hidrogênio. Isso porque estamos falando do menor e mais leve elemento do Universo, altamente difuso, o que dificulta sua detecção em ambientes de alta pressão e alta temperatura, como os que caracterizam o interior da Terra.
Anteriormente, técnicas foram introduzidas nas análises, assim como a difração de raios X. No mecanismo em questão, os cientistas baseavam-se em medir a expansão da estrutura cristalina do ferro após a adição de hidrogênio. Contudo, essa metodologia pressupunha que silício e oxigênio, também presentes no núcleo, não modificariam substancialmente essa estrutura, uma suposição que agora se mostrou incorreta.





