O ditado popular: “dinheiro não nasce em árvore” pode ter sido contrariado por uma descoberta sem precedentes. Isso porque o Fusarium oxysporum, famoso fungo ascomiceto, tende a estar envolvido em processos de acúmulo de ouro em plantas. Os estudos foram encabeçados, mas nenhum martelo efetivamente foi batido diante da empreitada.
Bastante comum no solo, o fungo acomete culturas, como tomate, banana e algodão, causando prejuízos econômicos significativos. Apesar de causar prejuízos às safras, análises laboratoriais indicam que, em determinadas condições, esse micro-organismo pode participar de processos de transformação de metais presentes no solo.

A possibilidade de acumular elementos como o ouro em tecidos vegetais tem atiçado o interesse de pesquisadores e agricultores. Ainda que exista o valor econômico em jogo, a ação do Fusarium oxysporum tende a ocasionar potencial impacto nas práticas agrícolas e métodos alternativos de mineração. Dessa forma, caminhos estão sendo traçados para adotar ações sustentáveis para a extração de metais preciosos.
Como a planta “produtora de ouro” é acometida?
Por se tratar de um micro-organismo bastante comum, o Fusarium oxysporum possui a capacidade de interagir com compostos metálicos, especialmente em solos ricos em minerais. Em resumo, o fungo pode atuar na redução de íons metálicos, facilitando a formação de pequenas partículas de ouro. Assim, quando algumas plantas crescem em ambientes em que esse fungo está presente, podem absorver essas partículas por meio das raízes, acumulando o metal em seus tecidos.
O percurso é conhecido como fitoextração, não significando que as plantas estejam produzindo ouro, mas sim concentrando o metal já existente no solo. Por outro lado, é necessário destacar ainda que nem todas as plantas com a presença do micro-organismo apresentam a mesma capacidade de formação.





