Assim como foi perpetuado nas instituições de ensino, a Segunda Guerra Mundial foi um conflito militar global que durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações. Embora o protagonismo tenha sido diluído entre os “Aliados” (Grã-Bretanha, Estados Unidos e União Soviética) e o “Eixo” (Alemanha, Itália e Japão), o conflito também teve repercussão mediante a postura de Portugal.
Sob a liderança do ditador António Salazar, os portugueses adotaram a neutralidade estratégica, priorizando não colocar-se no centro das atenções. O detalhe é que Portugal havia assinado um acordo com a Inglaterra, desde 1300, deixando decretado que não obrigaria o país a entrar no conflito. Sobretudo, a preocupação lusa estava em não perder territórios ultramarinos caso se alinhasse com um dos lados.
De acordo com historiadores, Salazar era católico, fator que impossibilitava adotar um posicionamento, já que suas ideologias remavam contra as do Eixo. Em contrapartida, o ditador criticava categoricamente o fascismo e o nazismo por seus aspectos violentos e totalitários. Dessa forma, foi cômodo para os portugueses permanecerem inertes.
Vantagens para Portugal foram evidenciadas
A princípio, a Espanha, sob o regime de Francisco Franco, possuía acordos com a Alemanha, o que ligava o sinal de alerta dos portugueses. A questão principal é que, antes mesmo do início da guerra, Portugal realizou uma jogada diplomática para negociar um pacto de não agressão com os espanhóis. Portanto, o pacto foi selado em 1939, garantindo aos lusos não sofrerem ataques durante o embate.
Com o início da Segunda Guerra Mundial, em setembro de 1939, Portugal declarou sua neutralidade, reafirmando que a aliança com a Inglaterra não implicava envolvimento militar. Por sua vez, a decisão foi confirmada pelo governo britânico, que não solicitou ajuda portuguesa. Como resultado, o país conseguiu manter um saldo comercial positivo, exportando para ambos os lados do conflito.




