Apesar de ser um dos principais programas do Governo Federal, o Bolsa Família segue levantando questionamentos entre os críticos e até mesmo beneficiários. Contemplando cerca de 18,6 milhões de segmentações, a oferta colabora para a redução das desigualdades socioeconômicas do país. Sua importância culminou na criação de valores adicionais pouco popularizados.
Em novembro deste ano, a Caixa Econômica Federal iniciou o processo dos depósitos das parcelas, com acréscimos, direcionando um valor médio de R$ 683,28 por família. Nesse ínterim, o governo implantou a regra de proteção, que assegura uma transição segura cujos rendimentos aumentam, evitando a perda imediata do benefício.

O processo disponibiliza uma maior estabilidade e incentiva a procura por melhores condições financeiras por parte dos assegurados. Por outro lado, os beneficiários podem buscar apoio e orientações em Centros de Referência em Assistência Social (CRAS). Nos estabelecimentos, é possível entender as qualificações e possibilidades de ter valores adicionais depositados na conta.
A título de conhecimento, além do valor mínimo garantido, o Bolsa Família disponibiliza cifras extras desde que os agrupamentos se enquadrem nos modelos pré-estabelecidos. Em resumo, são passíveis de ajustes aqueles que são inscritos no Benefício Primeira Infância (BPI), Benefício Variável Familiar (BVF), Benefício Variável Nutriz (BVN) e Benefício Variável Gestante.
Confira quanto a mais pode ser depositado:
- Benefício Primeira Infância: oferece R$ 150 a mais para famílias com crianças até 6 anos;
- Benefício Variável Familiar: acrescenta R$ 50 por membro da família entre 7 e 18 anos incompletos ou gestantes e nutrizes;
- Benefício Variável Familiar Nutriz: adiciona R$ 50 para famílias com bebês de até 6 meses de vida;
- Benefício Variável Gestante: concede um adicional de R$ 50 por mês para gestantes durante todo o período da gravidez.
Mais detalhes sobre o Bolsa Família
A fim de reduzir as disparidades sociais no Brasil, o Governo Lula iniciou um planejamento que contemplava pessoas em situação de vulnerabilidade social. Depois da implementação do Fome Zero, foram assinados o Programa Cartão Alimentação e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Por sua vez, em outubro de 2003, foi lançado o Bolsa Família.
Em resumo, o programa de transferência de renda do Governo Federal unificou iniciativas que já existiam, como o Cadastro Único, o Auxílio Gás e o Fome Zero, com o intuito de superar a pobreza e a fome. Como resultado da iniciativa, tornou-se um dos serviços assistenciais mais respeitados da América do Sul, auxiliando 1,15 milhão de lares em seu primeiro ano de operação.
Quem tem direito ao benefício?
De acordo com as regras estabelecidas pelo governo, para ter direito ao Bolsa Família, é necessário que a renda de cada pessoa da casa seja de, no mínimo, R$ 218 por mês. Por sua vez, é preciso estar inscrito no Cadastro Único, com os dados corretos e atualizados. Esse cadastramento é feito em postos de atendimento da assistência social dos municípios, como os CRAS.
Ao apresentar o CPF ou o título de eleitor, a família não entra imediatamente no programa. Nesse intervalo, os órgãos competentes irão analisar toda a conjuntura familiar, entendendo em quais serviços o grupo se encaixa. Assim, todos os meses, de forma automatizada, as repartições receberão os valores previstos para auxiliar na redução das disparidades sociais e econômicas do país.





