O México anunciou uma das mudanças trabalhistas mais relevantes dos últimos anos ao confirmar o fim da escala de trabalho 6×1 e um novo aumento do salário mínimo. A presidente Claudia Sheinbaum apresentou as medidas como parte de uma agenda voltada à reorganização do mercado de trabalho e à ampliação da renda da população.
A partir de janeiro de 2026, o salário mínimo diário passará por um reajuste de 13%, alcançando 315,04 pesos, o equivalente a cerca de US$ 17,27. O aumento foi definido após negociações entre o governo federal, representantes dos trabalhadores e do setor empresarial.

Aumento do salário mínimo e seus efeitos
Desde 2018, o México vem adotando uma política de reajustes contínuos do salário mínimo, com crescimento acumulado expressivo ao longo dos últimos anos. A nova correção segue essa diretriz e foi debatida com o Ministério das Finanças e o Banco Central para evitar impactos negativos sobre inflação e equilíbrio fiscal.
O reajuste ocorre em um momento de forte entrada de investimento estrangeiro no país, impulsionada principalmente pelos setores industrial e tecnológico. A avaliação do governo é que o fortalecimento da renda interna contribui para o consumo, amplia a arrecadação e sustenta o crescimento econômico.
Além do aumento salarial, a presidente confirmou a proposta de encerramento gradual da escala de trabalho 6×1, comum no país. O plano prevê a redução da jornada semanal de 48 para 40 horas, com início em 2027. A transição será feita de forma progressiva, com diminuição de duas horas por ano até 2030.
A mudança responde a críticas recorrentes sobre a longa carga horária no México, uma das mais elevadas entre os países da OCDE. O governo argumenta que jornadas menores podem melhorar a produtividade e a qualidade de vida, sem comprometer a competitividade.





