Além dos entraves políticos existentes no governo de Donald Trump, os Estados Unidos estão tendo que lidar com outro agravante. Nesta segunda-feira (12), aproximadamente 15 mil profissionais da saúde marcaram presença em Nova York para decretar greve. A preocupação das autoridades é que o protesto ocorre em meio a uma onda de gripe intensa, o que pode afetar o funcionamento de vários hospitais.
De acordo com os sindicatos, a principal motivação para a greve ocorrer está ligada à crise trabalhista. Por outro lado, os agentes de saúde exigem condições dignas para atuação, limites ao uso de inteligência artificial e medidas de proteção à segurança no ambiente de trabalho. Potencializando o entrave, os enfermeiros ainda cobram melhorias salariais e de carga de trabalho.

Temendo prejuízos maiores, a governadora do estado, Kathy Hochul, declarou estado de emergência na sexta-feira (9), solicitando um acordo entre administração hospitalar e sindicatos. Embora tenha relatado avanços nas negociações, seu gabinete informou em comunicado que assinou uma ordem executiva permitindo que os hospitais acessem recursos para manter o atendimento aos pacientes.
Caos formado nos Estados Unidos
A interrupção dos serviços engloba profissionais de instituições como o Mount Sinai Medical Center e o NewYork-Presbyterian, em Manhattan, além do Montefiore Medical Center, no Bronx. Mesmo que as autoridades tentem encontrar um denominador comum, o sindicato que representa os profissionais, a New York State Nurses Association, afirma que as administrações hospitalares ameaçam reduzir os benefícios dos trabalhadores.
“Nenhum nova-iorquino deve temer perder o acesso à saúde e nenhum enfermeiro deve aceitar um salário menor, menos benefícios ou menos dignidade por realizar um trabalho que salva vidas. Nossos enfermeiros mantiveram esta cidade viva em seus momentos mais difíceis. O valor deles não é negociável”, explicou o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.
Diante da greve, o Mount Sinai informou que mobilizou 1.400 enfermeiros qualificados e especializados e está “preparado para continuar oferecendo atendimento seguro aos pacientes enquanto durar a greve”. Para piorar a queda de braço, o presidente Donald Trump cortou cerca de US$ 1 trilhão em recursos do Medicaid, o programa público de seguro-saúde voltado a pessoas de baixa renda e com deficiência.





