Recentemente, San Carlos, o quarto maior município da Costa Rica com aproximadamente 198,7 mil habitantes, virou assunto na imprensa nacional. Isso porque a prefeitura está prestes a apresentar uma queixa contra um advogado contratado para lidar com cobranças judiciais. O problema é que o “profissional” utilizou documentos falsos durante as operações.
A polêmica foi colocada em jogo pelo prefeito Juan Diego González, que durante uma sessão do conselho municipal externou o caso. De acordo com a autoridade política, o advogado contratado aparentemente teria apresentado provas falsificadas sobre procedimentos que supostamente realizou, mas que nunca foram formalmente lançados em juízo.

“Contratamos alguns advogados para lidar com os processos de cobrança judicial. Acredito que temos dois advogados designados para isso, e os relatórios que recebi indicam que um faz um trabalho muito bom, enquanto o outro, a quem acredito já termos denunciado ao Ministério Público e à Ordem dos Advogados porque, aparentemente, estava incluindo documentação falsa nos autos”, disse o prefeito.
Os questionamentos surgiram após, durante avaliações minuciosas, a prefeitura ter detectado inconsistências nas documentações. No entanto, González esclareceu que a contratação dos advogados foi concedida por meio do Sistema de Licitações Públicas (SICOP). Agora, a ideia é analisar a possibilidade de fechar acordo com uma empresa especializada em lidar com cobranças judiciais.
Próximos passos do processo
Diante da cobrança por mais informações, o prefeito de San Carlos explicou que, caso os membros do conselho desejem ter acesso a novos detalhes, que contatem o diretor do departamento de administração tributária, Leonidas Vásquez. Em contrapartida, o departamento de Relações Públicas indicou que o assunto está sob investigação.
“Em relação aos eventos relatados pelo prefeito ao Conselho Municipal e aos mencionados, eles estão atualmente sob investigação e as respectivas queixas estão sendo apresentadas, razão pela qual é inadequado fornecer mais informações sobre o assunto”, explicou a porta-voz Katherin Mora.
A fim de entender todo o prejuízo causado, as entidades competentes estão trabalhando para identificar por quanto tempo o advogado trabalhou para o município e quantos casos estiveram em suas mãos. Além disso, o conselho municipal está buscando informações sobre as medidas internas que a prefeitura tomou após identificar as supostas irregularidades.





