Embora seja a profissão mais importante de todas, tendo em vista a sua participação direta na formação dos civis, os professores ainda são marginalizados pela sociedade. Um exemplo disso está no reajuste no piso salarial da categoria para a temporada 2026. Na prática, a regra atual define a alteração para apenas 0,37%, representando acréscimo de apenas R$ 18.
Diante da pressão e descontentamento da classe, alegações sobre o piso estar abaixo da inflação ganharam espaço na imprensa nacional. Como resultado, nesta segunda-feira (19), o ministro da Educação, Camilo Santana, comunicou que o Governo Federal deve se reunir nos próximos dias para discutir um novo percentual no reajuste dos salários dos professores.

“Deve ter uma reunião essa semana sobre o reajuste dos professores com o presidente […] A gente quer corrigir isso para dar mais previsibilidade aos gestores estaduais. Fechamos um consenso semana passada e esperamos que essa semana a gente possa anunciar o novo percentual”, afirmou o ministro, destacando aos jornalistas o desejo de contornar o cenário atual.
Entenda como o reajuste funciona
Seguindo a regra prevista, a alteração no piso referente ao ano de 2026 será de apenas 0,37% em comparação ao montante desembolsado pela classe anteriormente. Em outras palavras, com a elevação em R$ 18, o salário mínimo dos docentes sairia de R$ 4.867,77 para R$ 4.885,78. A título de comparação, a inflação do ano passado foi fechada em 4,26%.
Por entender que a categoria permanece invalidada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda a possibilidade de publicar uma Medida Provisória (MP) para que o novo cálculo já passe a valer a partir de janeiro, podendo depois ser aprovado pelo Congresso Nacional.
Por lei, o governo deve informar o reajuste do salário-base dos professores em janeiro de cada ano. Os valores abaixo foram aplicados para docentes que trabalham 40 horas semanais. Confira o retrospecto dos vencimentos mínimos da categoria:
- 2016: R$ 2.135,64 (+11,36%);
- 2017: R$ 2.298,80 (+7,64%);
- 2018: R$ 2.455,35 (+6,81%);
- 2019: R$ 2.557,74 (+4,17%);
- 2020: R$ 2.888,24 (+12,84%);
- 2021: R$ 2.886,24 (+0%);
- 2022: R$ 3.845,63 (+33,24%);
- 2023: R$ 4.420,55 (+14,95%);
- 2024: R$ 4.580,57 (+3,62%);
- 2025: R$ 4.867,77 (+6,27%).





