De acordo com o catolicismo, a Páscoa corresponde à celebração mais importante, marcando a ressurreição de Jesus Cristo três dias após sua crucificação. Aos fiéis, esse período representa uma contemplação para sintetizar a vitória sobre a morte, esperança, renovação e a passagem para a vida. Contudo, mesmo abrangendo tamanho significado, a data não é cultivada em outras religiões.
Para os cristãos, o dia 5 de abril de 2026 será marcado pelo renascimento de Cristo. Conforme o Vaticano, após o sepultamento de Jesus, Maria Madalena e outros fiéis foram visitar seu túmulo e descobriram que o corpo não estava mais no lugar onde havia sido colocado. Em contrapartida, diversas outras religiões não comemoram a data ou simplesmente não retratam significado algum.

Mas, afinal, quais são as religiões que não celebram a Páscoa?
Judaísmo e a Festa da Libertação: no mesmo período em que ocorre a Páscoa, o Judaísmo celebra a Pessach ou “Festa da Libertação”. Sobretudo, é uma celebração do povo judeu em alusão à libertação da escravidão do Egito. Na noite da data em questão, os lares de famílias judias devem estar higienizados e arrumados.
Por sua vez, assim como ocorre na Páscoa, há regras referentes à alimentação. Em resumo, um dia antes da Festa da Libertação, é proibido o consumo de comidas fermentadas. Além disso, a família é obrigada a jejuar em homenagem aos primogênitos que não foram atingidos pela última das pragas egípcias.
Testemunhas de Jeová: para esse segmento, a Páscoa possui sua importância, mas a comemoração está vetada. Essa ausência de celebração se dá ao fato de que os indivíduos acreditam que a data não se baseia na Bíblia e possui raízes em ritos pagãos de fertilidade. Por outro lado, as testemunhas defendem que Jesus Cristo teria dito que se deveria celebrar sua morte e não sua ressurreição.
Budismo: esse segmento não celebra a data, tendo em vista que é uma tradição religiosa distinta, com mais de 2.600 anos, focada na vida e ensinamentos de Sidarta Gautama (Buda), e não na figura de Jesus Cristo. Em outras palavras, possuem suas próprias celebrações, cultuando um outro deus.
Islamismo: por fim, essa religião baseia-se no Alcorão, Jesus (Isa), que defende que Jesus Cristo não foi crucificado e nem morto, sendo elevado vivo ao céu por Deus. Como a fé islâmica não reconhece a morte e a ressurreição da entidade, a base da celebração cristã não se aplica. Contudo, é válido destacar que a figura é cultuada e respeitada como um grande profeta.





