Uma das rotas mais conhecidas do Brasil e que mais atrai a atenção dos visitantes liga o estado de São Paulo ao Paraná. O Rastro da Serpente é o apelido dado à Rodovia Sebastião Camargo, por conta de um trajeto cheio de curvas e com belas paisagens que se tornou um dos locais favoritos dos motociclistas brasileiros.
O percurso tem mais de mil curvas ao longo de um trecho de 260 km, saindo de Capão Bonito, no interior de São Paulo, e fazendo conexão com Curitiba, a capital do Paraná, através das rodovias SP-250 e BR-476. Justamente por ser um trajeto sinuoso, que lembra o movimento de uma serpente, acabou recebendo o apelido que pegou entre os moradores e turistas.
Durante o caminho, os condutores passam por áreas preservadas da Mata Atlântica e do Vale do Ribeira, com morros cobertos por vegetação densa, rios e vales profundos. Já a partir da região de Apiaí, o percurso fica ainda mais difícil e exige maior técnica, especialmente dos motociclistas. Nessa área, a pista é mais estreita, as curvas mais fechadas e o clima instável, com muita neblina e chuva a qualquer momento.
Rota entre São Paulo ao Paraná faz sucesso entre os motociclistas
E é esse desafio das pistas que faz com que o Rastro da Serpente seja tão visado pelas pessoas. No entanto, as autoridades locais orientam aos motociclistas que tenham cuidado com o excesso de velocidade, com a atenção ao trânsito e com as ultrapassagens arriscadas, já que se trata de um percurso difícil, onde os acidentes são comuns por conta da falta de prudência.
Com um cenário de tirar o fôlego, o Rastro da Serpente segue sendo bastante utilizado por quem busca viver uma aventura nas estradas do Brasil. O local ainda costuma ser bastante frequentado por clubes de moto de todo o país.





