O Governo de São Paulo confirmou a criação do Parque Estadual do Morro Grande, uma unidade de conservação que ocupa mais de 10 mil hectares entre os municípios de Cotia e Ibiúna. A área, equivalente a cerca de 60 Parques do Ibirapuera, representa um dos maiores esforços recentes do estado na preservação da Mata Atlântica.
Com essa mudança, o espaço passa a ser uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, o que significa que seu uso será restrito à pesquisa, à educação ambiental e à visitação controlada. A abertura ao público está prevista para o primeiro semestre de 2026.
A gestão ficará sob responsabilidade da Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil). O parque abriga nascentes e riachos que alimentam importantes reservatórios, como as represas da Graça e Pedro Beicht, que compõem o Rio Cotia e ajudam a abastecer mais de 400 mil pessoas na Região Metropolitana de São Paulo.

Preservação da Mata Atlântica e biodiversidade
Estima-se que cerca de 87% da área do novo parque esteja coberta por vegetação nativa, formando um importante corredor ecológico no estado. A floresta abriga aproximadamente 290 espécies de árvores típicas da Mata Atlântica, incluindo araucárias, além de 198 espécies de aves e diversas espécies de mamíferos.
Para a prefeitura de Cotia, o novo parque é um marco na consolidação do município como referência em sustentabilidade. De acordo com o prefeito Welington Formiga, a transformação da reserva é resultado de uma parceria entre governo e ambientalistas, com o objetivo de garantir a preservação dos recursos naturais para as próximas gerações.





