Os eventos climáticos permanecem gerando questionamentos e preocupações nos cientistas, mas um possível apagão não está ligado à ação humana. No dia 12 de agosto de 2026, conforme previsão dos astrônomos, a Terra será tomada por um eclipse solar total. Por consequência do alinhamento dos astros, o céu ficará escuro durante o dia, lembrando a noite.
Apesar de ser taxada como “apagão”, a ação não corresponde a falhas ou riscos elétricos. Na explicação científica, o fenômeno ocorre quando a Lua se posiciona exatamente entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz solar por alguns minutos em áreas específicas. Dessa forma, nem todos os países serão beneficiados com o eclipse total.
Segundo as estimativas dos estudiosos, o momento mais impactante deve durar aproximadamente 2 minutos e 20 segundos. Curiosamente, nesse intervalo, o dia se tornará noite temporariamente, causando confusão entre algumas regiões. Sobretudo, será visto de forma completa em locais como Islândia, Groenlândia, partes da Espanha, Rússia e uma pequena área de Portugal.
Em contrapartida, grande parcela da Europa, África e América do Norte verá apenas um escurecimento parcial do céu, sem atingir a escuridão completa. Ainda que raro, esse fenômeno tende a ser visto por cerca de 1 bilhão de pessoas. Aos amantes da astronomia, é importante ficar de olho para não perder o evento por distrações.
Previsões ao longo da temporada
Embora o eclipse seja um dos fenômenos esperados, até lá, outras situações serão registradas em várias partes do planeta. Em resumo, em 6 de maio, haverá um pico de chuva de meteoros Eta Aquáridas, enquanto no dia 17 de junho será visível em partes do Brasil a ocultação lunar diurna de Vênus. No mais, entre 30 e 31 de julho, terá pico duplo das chuvas de meteoros Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricórnidas.
Confira:
- 3 de março — Eclipse lunar total (“Lua de Sangue”), visível em todo o Brasil;
- 6 de maio — Pico da chuva de meteoros Eta Aquáridas, uma das melhores para o Hemisfério Sul;
- 17 de junho — Ocultação lunar diurna de Vênus, visível também em partes do Brasil;
- 30–31 de julho — Pico duplo das chuvas de meteoros Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricórnidas;
- 12–13 de agosto — Pico da chuva de meteoros Perseidas, com Lua nova e céu escuro;
- 27–28 de agosto — Eclipse lunar parcial profundo (96% do disco na sombra da Terra), visível no Brasil;
- 25 de novembro — Urano em oposição, com brilho máximo do ano;
- 24 de dezembro — Maior superlua de 2026, na véspera de Natal.





