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Toyota Hilux comprada zero km em 1998 chama atenção do Brasil por acumular 2,5 milhões de quilômetros rodados com motor original

Por Iara Alencar
17/10/2025

Adquirida em abril de 1998 pelo biólogo paulista Paulo Martuscelli, uma Hilux zero voltou a chamar a atenção dos brasileiros, mas não apenas por se tratar de uma relíquia. O modelo lançado pela Toyota está em excelente estado de conservação, mas seu maior destaque fica a cargo da quilometragem. Com 2,5 milhões de quilômetros rodados e motor original, o veículo continua rodando por todo o Brasil.

O Toyota Bandeirante colocou no mercado automóveis de tração nas quatro rodas, redesenhando os passos subsequentes da concorrência. Diante das várias ofertadas no mercado, a Hilux SR5 4×4 Cabine Dupla de Paulo mostrou ser uma verdadeira máquina. Isso porque a quilometragem acumulada por seu carro corresponde a 62 voltas no globo terrestre.

Foto: Renato Durães/Autoesporte

Segundo o proprietário, o carro foi adquirido em uma concessionária chamada Toyota Tsusho, na zona sul de São Paulo. Dentre suas configurações estão o motor 2.8 diesel aspirado de quatro cilindros, 78 cv de potência e 17,7 kgfm de torque, com câmbio manual de cinco marchas e tração 4×4. Contudo, o desempenho já não é mais um detalhe precioso.

Como resultado de 27 anos de rodagem, o zero a 100 km/h é feito em longos 25,5 segundos e a velocidade máxima é de 133 km/h. Apesar dos ruídos a bordo e engates do câmbio, a Hilux de 1998 não deve ser aposentada nem tão cedo. Lançada no Brasil em 1992, importada de Hamura, no Japão, a máquina foi escolhida pelo biólogo por demandar menos manutenção que as versões mais recentes da época.

Carro da Toyota passou por várias transformações

Surpreendendo a todos, o carro chegou a transitar por vários estados brasileiros, sendo prioridade no trabalho pesado. Para que chegasse aos dias atuais ainda na ativa, o veículo da Toyota passou por várias adaptações na suspensão. Durante os últimos anos, Paulo aumentou os pneus da roda aro 16 para encaixar pneus 33, além de deixar a suspensão apta a encarar condições extremas desbravando o Brasil.

Para se ter uma noção, em apenas dois meses de uso, a Hilux já havia rodado 40 mil quilômetros. Nesse ínterim, os mecânicos colocavam alargador no eixo dianteiro, direto na barra de torção, para conseguir adaptar a Hilux para pneus maiores. As modificações mudaram a geometria e o centro de gravidade do veículo porque, em vez de o peso ficar distribuído no centro do carro, fica mais para as laterais.

Além disso, as alterações também comprometeram a resposta da coluna de direção e mudaram o ângulo de esterço das rodas, o que pode deixar a condução bem perigosa. Por sua vez, na traseira, as oficinas removiam os feixes de mola originais e arqueavam o ferro para aumentar o ângulo e levantar a suspensão. Portanto, com o passar do tempo e os fortes impactos, esses feixes entortados voltavam para a forma original até quebrarem.

“Colocar alargador de eixo é um crime com a engenharia do carro, assim como arquear os feixes de mola. A gente erra por não conhecer. Demorei dez anos para achar um mecânico que conseguiu acertar a geometria correta da Hilux. Ele levantou a carroceria pelo chassi usando bucha de poliuretano e não direto pela barra de torção. Na traseira, coloquei feixes de molas forjados com o ângulo correto, aí a resistência ficou bem maior”, explicou o biólogo.

Novas complicações à vista

Seja se descolando até o Acre ou desembarcando na Bahia, a Hilux acabou com o odômetro rodando até o limite. Com quase 1,2 milhão de km atingidos, no final dos anos 2000, os cabos de aço da engrenagem que giram o medidor arrebentaram e pararam de movimentar a peça. Com a dor de cabeça instalada, o biólogo precisou pensar em nova solução.

Por ter os pneus Geolandar Yokohama ATS 33 trocados, em média, após 80 mil ou até 100 mil km rodados, o proprietário conseguiu ter uma noção de quanto a sua máquina rodou. Dessa forma, desde que o odômetro travou, Paulo baseia-se por meio dos registros das trocas dos pneus para calcular a quilometragem aproximada e programar as revisões da Hilux.

No mais, trocas de óleo, velas, correia dentada, bomba d’água e componentes essenciais do motor são seguidas à risca. Nesse intervalo, a embreagem foi trocada duas vezes, por desgaste natural, sendo a primeira após 1,3 milhão de km percorridos. Os amortecedores especiais são substituídos a cada 100 mil km, enquanto o estofamento no interior já foi trocado por inteiro, mas o estepe e escapamento originais seguem como chegaram de fábrica.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Iara Alencar

Iara Alencar

Formada em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Federal de Alagoas. Tem experiência com assessoria de comunicação, com passagem pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Maceió. Já atuou como redatora em sites esportivos (Portal Times) e na produção de conteúdo para web.

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