Após reunião com a Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), os conselheiros decidiram bater o martelo sobre os valores referentes à transferência de Nino ao Zenit, da Rússia. A questão é que parte do dinheiro será destinado ao Criciúma e a Gestão de Ativos (GA), que tem Jaime Dal Farra como o acionista. Em suma, cerca de meio milhão será permultado em tintas para a remodelagem das dependências do tricolor.
Segundo a mecanismo de solidariedade da Fifa, o time catarinense teve direito a R$ 8 milhões por ser o clube formado do zagueiro multicampeão. O montante já estava aplicado, obrigando um novo acordo para o redirecionamento das cifras. Nesse ínterim, a GA repassará ao Criciúma R$ 2 milhões, sendo R$ 1,5 milhão à vista e o restante em tintas da fábrica do ex-presidente da instituição.

Após longos anos de indecisão, o caso envolvendo Nino finalmente terá um desfecho, já que os valores estavam empacados por conflitos nos bastidores. Formado nas categorias de base do tricolor, o jogador de 28 anos se destacou no clube ao disputar 90 partidas, sendo recompensado com um gol. Dessa forma, foi contratado pelo Fluminense, local onde viveu seus maiores momentos de glória.
Com o manto do Time de Guerreiros, o defensor tornou-se ídolo, uma vez que faturou os títulos inéditos da Libertadores da América e Recopa Sul-Americana. Por sua vez, anotou 13 tentos e sete passes a gols ao longo de 244 jogos. Agora, realizando o sonho de atuar no Velho Continente, representa o Zenit, erguendo a Taça da Rússia e o Campeonato Russo.
Tricolor ganha investidor interessado
Presente na segunda divisão do Brasileirão em 2025, o Criciúma virou alvo constante de especulações acerca da possibilidade de se transformar em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Apesar das investidas de empresários do grande escalão, o Tigre mantém cautela e prioriza o retorno à elite nacional antes de bater o martelo.
A princípio, um agrupamento de empresários deseja assumir o comando do clube catarinense nos próximos meses, com a injeção de dinheiro na instituição sendo a grande sacada. Em suma, um dos responsáveis pela empreitada projeta utilizar da benfeitoria para candidatar-se ao cargo de presidente ao final desta temporada. A título de curiosidade, os interessados têm participação ativa na região Sul de Santa Catarina.
Atualmente, o tricolor é administrado pelo contador Valter Minotto, que organiza as eleições presidenciais ao final da Série B. Embora os nomes dos interessados sejam mantidos em sigilo para não atrapalhar possíveis acordos, todo o trâmite precisa ser aprovado pelo Conselho Deliberativo do Criciúma. Por sua vez, é válido ressaltar que o Tigre não realiza qualquer tipo de estudo para efetuar a transição como clube-empresa no momento.





